Chamado de ‘Messi Iraniano’, atacante é uma das vozes mais ativas pelo direito das mulheres no país
(Foto: Divulgação FIFA)
A Seleção do Irã conquistou uma grande vitória sob o País de Gales após um intenso jogo decido apenas nos acréscimos. Os 2 a 0 ajudam a trazer a equipe treinada por Carlos Queiroz de volta ao sonho por uma vaga nas oitavas de finais, depois da amarga goleada sofrida para a Inglaterra na primeira rodada. Aliás, este sonho ganha contornos ainda mais significativos, quando o contexto vivido no país oriental entra na mesa de discussão.
Para você entender de forma resumida, o Irã vive a maior onda de protestos das últimas décadas com milhares de pessoas indo as ruas a favor dos direitos das mulheres. As manifestações explodiram de vez com a prisão e morte de Mahsa Amini, jovem de 22 anos detida após violar as regras iranianas sobre o uso de hijab, lenço islâmico que cobre a cabeça das mulheres. Denuncias afirmas que Amini teria sido golpeada por um cassetete.
Sardar Azmoun, atual craque da Seleção Iraniana é um dos atletas do elenco que mais utilizam seu espaço para defender os direitos das mulheres no país. Seu posicionamento a favor dos direitos humanos o levou a receber ameaças de mortes pela ala extremista, fazendo com que até sua mãe fosse alvo de ataques, motivos suficientes para que o 'Messi Iraniano' anunciasse algumas vezes sua aposentadoria da Seleção, só voltando atrás após apelo da Federação de Futebol.
Azmoun atuou por 68 minutos no jogo contra Gales, sendo o jogador mais perigoso da equipe enquanto esteve em campo, chutando até uma bola na trave. Pela Seleção Iraniana, o atacante que atua no Bayer 04 Leverkusen da Alemanha tem 41 gols em 65 jogos, o atacante com mais gols defendendo a equipe no atual elenco. O Irã retorna à campo na próxima terça-feira (29), às 15h (horário de Manaus), para enfrentar a Seleção Americana, precisando apenas de mais um resultado positivo para garantir classificação às oitavas de finais do Mundial.