Copa do Mundo

Seleções fora do favoritismo principal mudam leitura da reta final da Copa

Seleções de menor tradição histórica, ou com menos peso no debate pelo título, passaram a influenciar diretamente o caminho das candidatas.

acritica.com
07/07/2026 às 10:39.
Atualizado em 07/07/2026 às 10:39

(Foto: Wikimedia Commons)

A Copa do Mundo chegou às fases decisivas com um recado claro: favoritismo precisa ser provado em campo. Cabo Verde segurou a Argentina por 90 minutos, Paraguai tirou a Alemanha e depois fez a França sofrer, Noruega eliminou o Brasil, e Marrocos confirmou que já não pode ser tratado como surpresa.

Esses resultados não servem apenas para explicar o que já aconteceu. Eles mudam a projeção da reta final. Seleções de menor tradição histórica, ou com menos peso no debate pelo título, passaram a influenciar diretamente o caminho das candidatas.

A cada rodada, esse cenário muda a leitura da Copa. Seleções como Cabo Verde, Paraguai, Noruega e RD Congo transformaram partidas antes tratadas como favoráveis para as principais candidatas em confrontos muito mais complicados. Esse tipo de imprevisibilidade tem impacto direto no mercado de apostas: as cotações se ajustam a cada rodada e o código de indicação Betano no Terra permite acessar essas movimentações com bônus de boas-vindas para novos usuários interessados nas rodadas eliminatórias

Cabo Verde e Paraguai deixam alerta

Cabo Verde talvez seja o caso mais simbólico porque o impacto começou ainda na fase de grupos. Estreante em Copas, avançou em uma chave com Espanha e Uruguai, deixou os uruguaios pelo caminho e só caiu diante da Argentina na prorrogação.

Mesmo eliminado por 3 a 2, saiu do torneio sem perder no tempo normal. Esse detalhe importa para a sequência da Copa porque mostra que seleções organizadas conseguem alongar jogos, reduzir espaços e obrigar favoritas a decidir no limite.

O Paraguai seguiu linha parecida. Eliminou a Alemanha nos pênaltis e, na fase seguinte, perdeu apenas por 1 a 0 para a França, em cobrança de Mbappé. A seleção francesa tinha mais talento, mas encontrou um adversário forte fisicamente, fechado e difícil de superar.

Noruega e Marrocos chegam com outro peso

A Noruega é o exemplo que mais muda a projeção das quartas. Depois de eliminar o Brasil por 2 a 1, com dois gols de Haaland, deixa de ser apenas história curiosa do torneio. Passa a ser ameaça real para a Inglaterra, porque mostrou posse, convicção e capacidade de acionar seu principal jogador nos momentos decisivos.

Haaland pode não levar a Noruega até a final sozinho, mas muda qualquer análise. Em mata-mata, uma seleção que compete fisicamente, controla trechos do jogo e tem um finalizador desse nível não pode ser tratada como adversária menor.

O Marrocos também chega em outro patamar. Depois da semifinal em 2022, a vitória por 3 a 0 sobre o Canadá confirmou uma seleção consolidada no presente. Contra a França, a tendência é que volte a testar uma favorita com organização, intensidade e confiança para competir sem se limitar a defender.

Favoritas terão menos margem de erro

Argentina, França e Inglaterra seguem favoritas em seus confrontos, mas não entram mais com a mesma margem de conforto. A Argentina já sentiu isso contra Cabo Verde. A França precisou de um pênalti para passar pelo Paraguai. A Inglaterra sofreu contra a seleção do Congo e agora terá pela frente uma Noruega embalada.

A Croácia reforçou esse alerta antes de cair para Portugal. Depois de ser finalista em 2018 e eliminar o Brasil em 2022, chegou a 2026 com menos força no debate entre favoritas, principalmente pela sensação de ciclo envelhecido. Mesmo assim, abriu o placar com Perisic, viu Cristiano Ronaldo empatar de pênalti e só caiu com gol de Gonçalo Ramos nos acréscimos.

Esses jogos apontam para uma reta final mais perigosa. As favoritas ainda têm mais talento, repertório e jogadores decisivos, mas precisarão impor ritmo mais cedo, evitar jogos longos e controlar melhor os momentos de pressão.

Fases finais devem premiar plano e eficiência

A partir das quartas, o torneio tende a ficar ainda mais duro para quem depender apenas do peso da camisa. Uma bola parada, uma transição bem executada ou uma atuação individual podem mudar tudo, principalmente contra seleções que já provaram saber sofrer e permanecer vivas no jogo.

Por isso, o favoritismo precisa ser analisado jogo a jogo. A Copa segue premiando talento, mas também tem premiado equipes com plano claro, intensidade e eficiência. Quem não conseguir transformar superioridade técnica em controle corre o risco de repetir o caminho de Brasil, Alemanha e outras seleções que ficaram pelo caminho.

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