Técnico do ABC-RN foi campeão da Série D em Manaus em 2019 e agora encara o Nacional nas quartas de final
Waguinho Dias com a taça da Série D de 2019 quando venceu o Manaus nos pênaltis para uma Arena da Amazônia com quase 45 mil pessoas (Divulgação/Brusque)
Na final da quarta divisão de 2019, Waguinho era o técnico do Brusque-SC, que decidiu contra o Manaus o título do certame. Após empate em 2 a 2 no estádio Augusto Bauer, as duas equipes voltaram a se enfrentar, mas desta vez para uma Arena da Amazônia com 44.896 pessoas, até hoje o maior público registrado no estádio que foi palco da Copa do Mundo de 2014.
Quase sete anos depois, Waguinho retorna à Arena da Amazônia em uma partida decisiva. Não vale título, não é a partida de volta, mas é a primeira decisão de 180 minutos que pode levar ABC ou Nacional para a Série C em 2027. Em entrevista coletiva antes do duelo em Manaus, o treinador falou sobre essa experiência positiva que teve em 2019, destacou o fator calor em jogar às 15h do horário amazonense, mas disse que as duas semanas de preparação foram suficientes para alertar seus comandados dos perigos que irão ocorrer atuando na Arena da Amazônia.
“Quando fomos campeões lá tinha 50 mil pessoas, foi estimado dessa maneira. E também foi às 15h da tarde. E foi uma situação em que a gente havia empatado em casa e lá o jogo foi totalmente aberto. Só que fizemos gol com um minuto de partida e depois levamos uma virada e conseguimos empatar no final, e foi para os pênaltis. O que posso dizer é que as lembranças são boas, mas agora é um outro momento, estamos com um grupo de jogadores muito comprometidos com o ABC e eu já transmiti para eles como é jogar no calor e posso dizer que estaremos prontos”, elaborou Waguinho.
Ao ser perguntado sobre ter uma segunda chance em caso de derrota nas quartas de final pode tirar o peso das costas do grupo, Waguinho respondeu: “Isso tem que ficar com algumas pessoas que já passaram por isso. Eu já perdi dois acessos, um com o Marcílio Dias no último jogo pro Altos-PI, e outro que já citei bastante para vocês foi com o Treze-PB. Fizemos uma campanha perfeita e, por conta de uma partida que perdemos fora, contra o Itabaiana, a gente acabou perdendo o acesso. Então, eu acho que essa situação de ter uma outra chance é ótima. Mas em nenhum momento passamos isso para os atletas e em nenhum momento falamos sobre a outra chance. É lógico que na cabeça de um ou outro pode passar, mas esse é o momento de todos entenderem que agora é o jogo do acesso, sem zona de conforto”, frisou o treinador.
Da vitória contra o Luverdense-MT para a primeira partida contra o Nacional existe um intervalo de 12 dias em que ambas as equipes aproveitaram para se preparar e recuperar atletas ao ponto de estarem aptos para a partida. Entretanto, o ABC não poderá contar com o seu principal atacante para este jogo de ida, o atacante Igor Bahia, que marcou 13 vezes nesta temporada, sofreu uma lesão na coxa e ficou em Natal para intensificar sua recuperação. Para o lugar do atacante, Brunão deve ser o escolhido.
Outros jogadores que Waguinho não deve contar para a partida são os nomes do volante Wellington Reis e do zagueiro Thallyson. Mesmo com os problemas, o treinador destacou o tempo de trabalho e a recuperação dos seus atletas que estão no DM.
“Nós demos os dois dias para recuperar e, para alguns atletas, principalmente de recuperação, como é o Thallyson, o próprio Wellington, e alguns outros conseguem fazer com que se recuperasse de dores. E lembramos uma preocupação para que pudéssemos aproveitar bem o trabalho físico. Acho que conseguimos colocar uma carga que era necessária nessa intertemporada e depois entramos com um trabalho mais técnico, mais tático, abrangente o Nacional, então eu acho que foi útil, o elenco encontrado”, completou Waguinho.