LEI SUSPENSA

Alexandre de Moraes suspende aplicação da Lei da Dosimetria até decisão do STF

Ministro do Supremo determinou paralisação da nova lei após ações questionarem constitucionalidade da norma aprovada pelo Congresso

acritica.com
09/05/2026 às 14:18.
Atualizado em 09/05/2026 às 14:18

O ministro Alexandre de Moraes, durante sessão do STF (Foto: Luiz Silveira/STF)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou neste sábado (9) a suspensão da aplicação da chamada Lei da Dosimetria até que o plenário da Corte julgue as ações que contestam a constitucionalidade da medida.

Relator dos processos relacionados ao tema, Moraes afirmou na decisão que a existência de ações diretas de inconstitucionalidade no STF representa um fato novo capaz de impactar diretamente a análise dos pedidos feitos pelas defesas de condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023.

“A pendência de julgamento em controle concentrado de constitucionalidade configura fato processual novo e relevante”, destacou o ministro ao justificar a necessidade de suspender temporariamente os efeitos da lei por razões de segurança jurídica.

Com a decisão, pessoas condenadas pela participação nos atos golpistas de 8 de janeiro só poderão ser beneficiadas pela nova legislação caso o Supremo valide a constitucionalidade da norma.

A controvérsia começou após o Congresso Nacional derrubar, na última semana, o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Projeto de Lei da Dosimetria.

Depois da decisão do Legislativo, a federação formada por Psol e Rede Sustentabilidade, além da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), acionaram o STF contra a nova lei.

Na ação apresentada pelos partidos, as siglas argumentam que a proposta enfraquece a proteção ao Estado Democrático de Direito ao beneficiar envolvidos em ataques às instituições democráticas.

Já a ABI sustenta que a legislação pode permitir redução de penas em crimes cometidos em contexto de multidão, o que, segundo a entidade, comprometeria a integridade do sistema penal brasileiro e banalizaria ataques à democracia.

Alexandre de Moraes foi definido como relator das ações nessa sexta-feira (8). Na decisão, o ministro estabeleceu prazo de cinco dias para que o Congresso Nacional e o governo federal se manifestem sobre os questionamentos apresentados.

Após esse período, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU) terão três dias para emitir pareceres sobre o caso.

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