Com apenas 12 mm de chuva em 40 dias e fumaça de queimadas, pneumologista orienta sobre hidratação e proteção pulmonar.
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A combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade relativa do ar e a fumaça provocada por queimadas tem aumentado o risco de problemas respiratórios em Manaus e na Região Metropolitana. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a capital amazonense registrou apenas 12 milímetros de chuva nos últimos 40 dias, quadro que acentua a sensação de calor e o ressecamento das vias aéreas.
De acordo com a pneumologista Socorro Cardoso, o sistema respiratório necessita de umidificação contínua para manter seu funcionamento adequado. Durante o período de estiagem, a recomendação primária é reforçar o consumo de água e outros líquidos, manter uma alimentação equilibrada e evitar a prática de exercícios físicos nos horários de pico de calor e incidência solar para prevenir a desidratação.
Diante das altas temperaturas, o uso de ar-condicionado em ambientes fechados é considerado vantajoso para evitar a exposição ao calor extremo. Contudo, como o aparelho tende a reduzir a umidade do ar, a médica orienta colocar uma vasilha com água ou uma toalha molhada dentro do cômodo para equilibrar o ambiente. Em locais livres de fumaça, manter janelas abertas ajuda na circulação do ar.
A inalação da fuligem gerada por incêndios afeta tanto pessoas saudáveis quanto pacientes com condições prévias. O alerta é ainda maior para indivíduos diagnosticados com asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), fibrose pulmonar ou bronquiectasia, já que a poluição pode desencadear crises agudas.
Para quem convive com a presença de fumaça, a orientação médica inclui manter portas e janelas completamente fechadas, realizar hidratação das vias aéreas com soro fisiológico e seguir à risca o uso de broncodilatadores e medicamentos previamente prescritos.