Animais estão internados no hospital público veterinário em recuperação e agora precisam de um lar
Os pets foram levados ao centro médico veterinário após serem atingidos por um carro (Foto: Reprodução/TV A Crítica)
Dois dos três cães resgatados após serem atropelados na quarta-feira (22), um macho e uma fêmea, ainda aguardam ser adotados por tutores responsáveis. Os animais se encontram internados no Hospital Público Veterinário de Manaus em recuperação. Um dos cachorros morreu no local do incidente.
Os pets foram levados ao centro médico veterinário após serem atingidos por um carro conduzido por Jefferson Buhler Figliuolo, que propositalmente jogou o veículo na calçada e atropelou uma matilha de cães na rua Barão de Indaiá, bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes em tentativa de fuga para São Paulo.
Em entrevista à repórter Mayane Queiroz, da TV A Crítica, a deputada estadual Joana Darc (União), que atuou no resgate dos animais, um dos cachorros sofreu uma contusão pulmonar, mas já está em processo de reabilitação. A parlamentar falou da dificuldade da adoção, necessária para abrir as vagas no hospital e continuarem os processos de resgate de outros animais, mesmo em um caso de grande repercussão.
“A gente ainda busca famílias, lares responsáveis, e não só para eles. Temos outros animais que ficaram ali naquela rua, porque são animais comunitários, protegidos por lei, e a gente faz esse apelo, reforça para a questão da adoção. A gente só consegue ajudar mais animais se a gente conseguir a adoção para eles”, disse.
A deputada informou que estão buscando a Justiça para manter a prisão de Jefferson Figliuolo, o qual, no momento de sua prisão, não demonstrou arrependimento e declarou que se pudesse, faria outra vez. Questionada sobre o processo de adoção dos pets, Joana Darc ressaltou a responsabilidade que o tutor deve ter, o qual deve ter consciência de que permanecerá a vida toda com o animal.
“Você vai ter custos para manter a alimentação e tudo que esse animal precisar, ainda que a gente tenha políticas públicas como o hospital e os castramóveis. A gente precisa que as pessoas tenham esse senso de cuidado. Animal é dar carinho, amor, é responsabilidade”, disse.
Tendo esses requisitos, as pessoas interessadas podem entrar em contato com a Secretaria de Estado de Proteção Animal (Sepet), com o hospital veterinário ou com a própria deputada estadual. Os tutores em potencial passarão por entrevistas prévias e, após a adoção, passará por um processo de monitoramento para verificar a adaptação do pet e se ele está sendo bem cuidado.