Levantamento foi feito pela reportagem de A CRÍTICA de acordo com comportamento da população
(Foto: Junio Matos)
O período mais quente do ano em Manaus pode fazer com que os gastos subam em até R$ 347,50 em uma semana para se livrar do calo, de acordo com levantamento feito pela reportagem.
(Foto: Junio Matos)
É segunda-feira, por volta das 10h, e o universitário Lucas Santana já perdeu as contas de quantas vezes precisou beber água para driblar os efeitos do calor na capital do Amazonas. A máxima prevista para o início da semana é de 34 ºC, mas a sensação térmica atinge 40 ºC no período mais quente.
“O calor tem incomodado bastante, ainda mais nesses horários perto do meio-dia. Para falar a verdade, a partir das 8h o calor já está insuportável, ainda mais nos trajetos, e isso acaba sendo mais cansativo no dia a dia para fazer as atividades mais simples”, comentou.
Universitário Lucas Santana
O trajeto entre o trabalho, a faculdade e a academia é feito por meio do transporte público, com muitas pessoas em um mesmo veículo, na maioria das vezes sem ar-condicionado. Enquanto espera para chegar ao seu destino, o corpo sua para tentar se refrescar e manter a temperatura corporal, que fica entre 36 ºC e 37,2 ºC. O ambiente pode facilmente atingir uma sensação térmica de 40 ºC.
Quando chega o fim do dia, Lucas se sente mais cansado e menos disposto. Na hora de malhar, o corpo já está com fadiga acumulada, menos hidratado e em busca de repouso. Mas, mesmo em casa e à noite, o calor ainda persiste.
O preço do calor
Pensando em uma rotina como a de Lucas Santana e avaliando preços médios em Manaus, a equipe de A Crítica fez um levantamento de quanto se gasta, por semana, para tentar se livrar do calor.
Primeiro de tudo, os gastos com barreiras físicas e proteção contra os raios solares e seus efeitos na pele humana. O protetor solar tem preço diferente dependendo da marca e do fator de proteção solar (FPS). Opções mais econômicas aparecem a partir de R$ 42. Nem sempre se usa chapéu ou boné, e camisas de manga longa parecem não ajudar na ideia de evitar o calor; por isso, vamos ao custo de um guarda-sol, que aparece nas lojas a partir de R$ 25.
Agora você já está na rua, se protege da exposição ao sol, mas o calor não pode ser contido. A resposta humana mais simples: suor para manter a temperatura e sede para repor os líquidos no corpo. Em locais quentes, as pessoas bebem cerca de 3,7 l de água distribuídos em intervalos de até 15 vezes por dia. Considerando que se compre água mineral em garrafa pequena, isso dá aproximadamente R$ 20 diários e R$ 140 por semana.
Chegando em casa, você só quer saber do ventilador ou do ar-condicionado. Considerando que já se pagou por eles, vamos aos preços de uso durante uma noite de sono de 8 horas. O ventilador gera algo na casa dos R$ 6,16 por semana, enquanto o ar-condicionado custa R$ 140,50 no mesmo período.
Somando todos os itens, chega-se a um valor de R$ 213,16 na primeira semana, com o uso do ventilador. Considerando o ar-condicionado, o valor sobe para R$ 347,50. É importante destacar que a primeira semana terá um valor maior do que as demais, porque se considera a compra do guarda-sol e do protetor solar apenas uma vez.
De todas as formas, o corpo sente os impactos da época mais quente do ano no Amazonas, e o bolso também. A previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é de que o padrão de calor se mantenha em setembro.