Nenhum dos sete candidatos a senador registrou candidaturas até a manhã de hoje
(Foto: Divulgação)
O ex-vereador Chico Preto (Avante), que teve a candidatura ao Senado inviabilizada por conta da entrada do PL na coligação à reeleição do governador Wilson Lima (UB), garantiu que vai registrar na Justiça Eleitoral uma candidatura avulsa ao Senado.
Em transmissão ao vivo pelas redes sociais na noite desta segunda-feira (8), Chico Preto afirmou que inclusive já escolheu os nomes dos dois suplentes e que irá realizar o registro da candidatura avulsa nos próximos dias.
Ainda na noite de ontem, o A CRÍTICA já havia adiantado a informação. O registro de candidatura deve ser feito no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) até o dia 15 de outubro. Nenhum dos sete candidatos a senador registrou candidaturas até a manhã de hoje.
"Insistirei na possibilidade de uma candidatura avulsa ao Senado da República. O Avante não reconheceu o Menezes como o seu candidato ao Senado. Deixou em aberto. E é por essa possibilidade que vamos brigar", revelou.
Coligação de Wilson já definiu Menezes ao Senado
O ex-vereador reconheceu que do ponto de vista jurídico o registro de uma candidatura do tipo é complicado.
De acordo com Chico, a negociação para viabilizar a candidatura dele com o apoio do governador foi travada por conta de coronel Menezes, candidato ao Senado do PL, que concorre com o apoio de Wilson.
"Partidos que estão nesta coligação e que sofrem influência do Menezes impuseram o seguinte: ou o Avante aponta o vice-governador ou o senador. Se o Avante quisesse apontar o vice e manter a minha candidatura ao Senado, os partidos que integram a coligação sairiam", contou Chico Preto.
A coligação que apoia a chapa majoritária de Wilson Lima é integrada por nove partidos: PMN, Patriota, PTB, Republicanos, Avante, PSC, PL, PRTB e Progressistas.
TSE abriu precedente
Em maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu que partidos coligados em apoio a um concorrente a governador podem lançar candidaturas próprias ao Senado desde que a coligação não abranja as duas vagas (de governador e de senador).