Reajuste

CMM aprova reajuste de 4,14% para profissionais da educação municipal

Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus afirma que percentual contempla apenas a reposição da inflação e convoca assembleia para discutir os próximos encaminhamentos

Eriana Monteiro
26/05/2026 às 10:04.
Atualizado em 26/05/2026 às 10:04

(Foto: Divulgação)

A Câmara Municipal de Manaus aprovou, nesta segunda-feira (25), o Projeto de Lei nº 506/2026, de autoria do Executivo Municipal, que estabelece o reajuste salarial dos profissionais da educação da Secretaria Municipal de Educação (Semed). A votação ocorreu em regime de urgência com a presença de professores e pedagogos da rede municipal nas galerias da Casa Legislativa.

Encaminhada por meio da Mensagem nº 30/2026, a proposta fixa em 4,14% a recomposição salarial da categoria, percentual calculado com base na inflação acumulada entre abril de 2025 e março de 2026. O reajuste entra em vigor a partir de 1º de junho de 2026, conforme a data-base dos servidores.

Para acelerar a tramitação da matéria, o projeto foi analisado em reunião conjunta por seis comissões da CMM: Constituição, Justiça e Redação; Finanças, Economia e Orçamento; Educação; Saúde; Serviços e Obras Públicas; e Transporte, Mobilidade Urbana e Acessibilidade.

Aprovação do reajuste

O coordenador jurídico do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus afirmou que a categoria recebeu com total insatisfação a aprovação do reajuste de 4,14% para os profissionais da educação municipal, aprovado pela Câmara Municipal de Manaus nesta segunda-feira.

Segundo ele, o percentual aprovado representa apenas a reposição da inflação acumulada e não atende à reivindicação da categoria, que pede 12% de aumento real de salário.

“O projeto foi votado e aprovado na Câmara dos Vereadores apenas com a reposição da inflação, de 4,14%. A nossa insatisfação é total. Nós queremos aumento real de salário e estamos reivindicando 12% de reajuste”, declarou.

O representante sindical afirmou ainda que o projeto segue agora para sanção do prefeito Renato Junior e que a categoria pretende pressionar o Executivo para que o texto não seja sancionado neste momento, abrindo espaço para novas negociações.

“Nós esperamos que o prefeito não sancione o projeto e que a prefeitura possa apresentar uma contraproposta”, afirmou.

Diante do cenário, o sindicato informou que convocará uma Assembleia Geral Extraordinária nesta quarta-feira, às 9h, na Praça da Polícia, no Centro de Manaus. Entre os pontos de pauta está a discussão de um indicativo de greve da categoria. A convocação dos profissionais será feita por meio de edital divulgado pelo sindicato.

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