O programa também atendeu mil domicílios distribuídos nos quatro núcleos da comunidade, implantando a coleta seletiva solidária e incentivando a participação dos moradores na destinação adequada dos resíduos.
(Foto: Divulgação)
A Comunidade Nossa Senhora do Rosário realizou, na manhã de ontem, uma audiência pública de iniciativa popular para que seja dada continuidade ao projeto de coleta seletiva existente na área, localizada no bairro Cidade Nova 2, zona norte de Manaus.
O projeto “Reciclar é Cuidar da Casa Comum” beneficiou diretamente, entre junho de 2025 e abril de 2026, 15 famílias de catadores da Cooperativa AMAR, fortalecendo a geração de trabalho e renda, além de promover a valorização da reciclagem e a inclusão socioprodutiva dos trabalhadores.
O programa também atendeu mil domicílios distribuídos nos quatro núcleos da comunidade, implantando a coleta seletiva solidária e incentivando a participação dos moradores na destinação adequada dos resíduos.
No período, foram recuperadas 16,5 toneladas de materiais recicláveis, que retornaram à cadeia produtiva da reciclagem. O volume equivale a 16,5 toneladas de resíduos que deixaram de ser encaminhadas ao aterro controlado do município.
“A audiência pública teve como objetivo dialogar com a prefeitura de Manaus na perspectiva de continuidade do projeto. Em paralelo, nós fizemos um abaixo assinado, nós coletamos 1.560 assinaturas para que o projeto continue na comunidade”, afirmou a economista Marcela Vieira, especialista em gestão de projetos e coordenadora do “Reciclar é Cuidar da Casa Comum”.
O evento contou com a participação da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), do Ministério Público do Trabalho (MPT), da Comissão da Ecologia Integral da Arquidiocese de Manaus e do setor de projetos da Arquidiocese de Manaus, além dos moradores da comunidade e integrantes do projeto.
POLÍTICA PÚBLICA
“O Ministério Público do Trabalho vai fazer um termo de ajustamento de conduta com a Secretaria Municipal de Limpeza Pública, para que haja um plano de trabalho exequível para a inclusão dos catadores na prestação de serviço de coleta seletiva. Mas nós, enquanto comunidade, vamos fazer o protocolo tanto na prefeitura quanto na Câmara Municipal de Manaus para que isso vire uma política pública. A gente não quer ficar de projeto, a gente quer política pública. Esse é o desejo da comunidade”, afirmou Marcela Vieira.
Segundo levantamentos, a coleta convencional realizada pela empresa Marquise encaminha, em média, 206,7 toneladas de resíduos por mês ao aterro. Em comparação, a Cooperativa AMAR recupera cerca de 1,5 tonelada de materiais recicláveis por mês, o que representa aproximadamente 0,72% do total que, de outra forma, teria como destino o aterro sanitário.