Categoria havia rejeitado proposta do sindicato patronal de conceder apenas aumento salarial e pediam benefícios como cesta básica e plano de saúde
Protesto dos trabalhadores do setor da construção civil (Foto: André Alves)
Trabalhadores da construção civil encerraram a greve deflagrada nessa quinta-feira (16) após fecharem acordo na Superintendência Regional do Trabalho. A paralisação nos canteiros de obras começou na quinta e culminou em um ato nesta sexta-feira (17), quando os grevistas saíram em manifestação e chegaram a interditar parte da avenida General Rodrigo Otávio, na altura do viaduto Gilberto Mestrinho, zona Centro-Sul de Manaus.
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec-AM), Cícero Custódio, o Sassá, o acordo firmado nesta sexta inclui o aumento da cesta básica para R$ 300, aumento imediato nos salários em 6,5%, abono para os trabalhadores que participaram da greve e continuidade das horas extras em 100% aos sábados, domingos e feriados.
“Isso foi a continuação da greve. A gente parou os canteiros de obras e hoje a gente foi para a rua. Foi fechado hoje o acordo na Superintendência do Trabalho, a gente foi em carreata, chegamos lá e fechamos o acordo de convenção coletiva. A greve está encerrada”, disse.
O indicativo de greve havia sido anunciado na semana passada após os representantes dos trabalhadores não entrarem em acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon-AM). Na ocasião, Sassá informou que diversos pedidos da categoria não haviam sido atendidos e que pelo menos 40 mil trabalhadores celetistas paralisariam as atividades.
Em nota divulgada na época, o presidente do Sinduscon-AM, Frank Souza, nformou que as tratativas para a nova convenção coletiva de trabalho da categoria “foram frustradas exclusivamente pelos representantes dos trabalhadores” após mais de seis rodadas de negociação entre os dias 9 de junho e 7 de julho.
Segundo ele, o impasse ocorreu pelas reivindicações trabalhistas, que representariam “aumento de custos incompatível com a realidade econômica do setor no Amazonas, especialmente diante das novas diretrizes tributárias que entrarão em vigor em 2027 e que imporão desafios adicionais à atividade produtiva no Estado”.
“O Sinduscon-AM, mesmo diante da frustração das negociações, concedeu reajuste salarial de 6% a partir de 1º de junho de 2026, percentual superior ao apurado pelo INPC do período – índice historicamente utilizado pelas partes para correção salarial – como demonstração inequívoca de boa-fé e compromisso com a valorização dos trabalhadores da categoria”, disse.