Instituições atuarão em conjunto para levantar as principais necessidades de aposentados e pensionistas
(Foto: Divulgação)
Superendividamento, golpes e falta de letramento digital são algumas situações que atingem aposentados e pensionistas no Amazonas. Com o intuito de atender às demandas desse público, a Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) firmou uma parceria com a AmazonPrev, na tarde desta segunda-feira (27/07), para levar serviços da instituição para servidores inativos do estado.
Para o defensor público geral, Rafael Barbosa, a Defensoria pode atuar em diversas frentes de atendimento com o público-alvo da AmazonPrev, como no atendimento de demandas jurídicas nas áreas de Saúde, Sucessões, Consumidor e com orientações sobre golpes digitais e uso da internet com o projeto Defensor Digital 60+ do Núcleo de Atendimento, Proteção e Promoção dos Direitos da Pessoa Idosa (Nuappi).
“Foi uma reunião muito produtiva, onde pensamos em diversas iniciativas e projetos que podem ser executados em conjunto para a melhoria da vida de aposentados e pensionistas. Isso demonstra que a Defensoria e a AmazonPrev estão unidas em prol da população do nosso estado”, destacou.
Durante a reunião, foi definida a realização de um levantamento conjunto das demandas prioritárias do público atendido pela AmazonPrev, além da elaboração de um cronograma de atendimentos para a resolução dessas necessidades.
De acordo com o diretor-presidente da AmazonPrev, David Toledo, a parceria promoverá diversos benefícios, principalmente considerando as vulnerabilidades apresentadas pelos aposentados e pensionistas atendidos pela instituição.
“É uma honra ser recebido aqui na Defensoria Pública, que é um órgão muito importante para o exercício da cidadania. A AmazonPrev e a Defensoria têm muitos pontos de intersecção, com várias atividades que podem ser desempenhadas em conjunto na defesa dos nossos beneficiários. Hoje foi o início da nossa tratativa, e fico muito feliz com essa parceria”, disse.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 70% dos idosos no Brasil já estão conectados à internet, mas esse aumento na conectividade também resultou no aumento dos golpes digitais contra esse público nos acessos a bancos, compras online e no uso de serviços públicos.
Outro ponto que torna a pessoa idosa mais vulnerável é o dinheiro. No Mapa da Inadimplência do Serasa Experian, o Brasil somou mais de 81 milhões de pessoas negativadas. Dentro desse cenário, a situação dos aposentados é ainda mais preocupante, pois, segundo a pesquisa, 50% desse público já precisou recorrer ao crédito para pagar as contas e despesas básicas, não por consumo, mas por necessidade.
O Serasa Experian também apontou que 79% dos idosos sobrevivem com uma renda de até R$ 2 mil, que precisa ser dividida entre alimentação, gastos da casa e medicamentos, o que resulta nos casos de superendividamento.
Para o defensor público Antonio Cavalcante, que representará a Defensoria Pública no Grupo de Trabalho criado, todas essas vulnerabilidades serão consideradas durante o planejamento das atividades que serão executadas dentro da parceria.