Quarta Fit

Do lixo ao exercício: moradores revitalizam espaço abandonado com academia comunitária

A Galileia Gym foi idealizada em 2019 e reúne diariamente cerca de 50 adeptos na zona norte de Manaus.

Junio Matos
15/04/2026 às 10:46.
Atualizado em 15/04/2026 às 10:46

(Foto: Junio Matos)

Barras improvisadas, materiais reciclados, anilhas e halteres construídos de concreto, além da colaboração dos moradores, foram o necessário para a criação da Galileia Gym, academia comunitária gratuita ao ar livre na zona norte de Manaus. Idealizada em 2019, a academia foi instalada em uma antiga área abandonada do conjunto. Onde antes havia mato e lixo, hoje o espaço conta com equipamentos de musculação, calistenia e até aparelhos para cardio, contribuindo para a saúde dos frequentadores.

Localizada na rua Mar Glacial, no bairro Cidade Nova, a Galileia Gym surgiu da necessidade de ampliar as opções de lazer e prática de atividades físicas na região, segundo o servidor público e idealizador da academia, Anderson Gil.

“Eu vi que havia a necessidade de opções de lazer e de prática esportiva aqui na região. Então resolvemos revitalizar essa área, onde havia mato e entulho. Limpamos o espaço e começamos a instalar as primeiras estruturas. Com a chegada de novos adeptos, conseguimos doações de equipamentos e ampliamos o espaço, que hoje conta com aparelhos de musculação, calistenia e até cardio”, contou Gil.

Anderson Gil, idealizador da academia comunitária

 A academia reúne cerca de 50 praticantes por dia, de diferentes idades, muitos vindos de bairros adjacentes. Entre eles estão adolescentes, adultos, idosos, atletas e iniciantes, como Gabriel Silva, 20, que frequenta o espaço há dois anos e sonha em se tornar atleta de fisiculturismo.

“O espaço é bom, a academia é gratuita e é ótima para treinar o corpo e a mente. Moro no Monte das Oliveiras e venho treinar aqui há cerca de dois anos. Comecei com a calistenia, nas barras, e depois passei a usar os pesos, porque quero botar ‘shape’ e competir no fisiculturismo um dia”, relatou.

Sejam barras, halteres, máquinas ou pesos livres, a academia comunitária faz sucesso entre diversos públicos, incluindo praticantes de calistenia, modalidade que utiliza o peso do próprio corpo para fortalecer os músculos, aumentar a resistência e melhorar a coordenação motora.

(Foto: Junio Matos)

 Por ser gratuita e ao ar livre, um dos principais desafios é a conservação do espaço e dos equipamentos, como destaca Rafael Leite, frequentador da Galileia Gym.

“É importante que existam mais espaços como este na cidade, principalmente para quem não tem tempo ou dinheiro para pagar academia. Aqui não há custo nenhum. O único compromisso é cuidar do espaço, não jogar lixo, não danificar os aparelhos e preservar o ambiente”, afirmou o atleta de calistenia e street workout.

Ainda segundo Anderson Gil, a academia é um espaço aberto a todos, mas que exige responsabilidade coletiva para garantir sua manutenção e segurança.

“A maioria das pessoas que treina aqui é porque precisa e não tem condições de pagar uma academia. Um dos maiores desafios é a conscientização para cuidar do espaço. Como é público e aberto, é fundamental preservar a estrutura e evitar depredações. Esse é um desafio que estamos superando aos poucos”, finalizou.

Seja em academias de rede, de bairro ou comunitárias, o importante é combater o sedentarismo. Apenas 30 minutos diários de atividade física já são suficientes para sair da condição de sedentarismo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e garantir mais qualidade de vida. Vale treinar, correr, caminhar, praticar calistenia, dançar ou qualquer atividade que envolva movimento. O importante é não ficar parado.

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