Evento reuniu lideranças, pesquisadoras e ativistas para discutir representatividade, igualdade racial e participação feminina nos espaços de poder.
Debates reuniram ativistas, pesquisadoras e representantes de movimentos sociais durante a programação do Julho das Pretas. (Foto: Divulgação)
O protagonismo das mulheres negras na política e a luta por maior representatividade nos espaços de poder marcaram o Encontro Mulheres Negras na Política, realizado no último sábado (18), no Stand das Crioulas, no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul de Manaus. A iniciativa integrou a programação do Julho das Pretas e reuniu lideranças, pesquisadoras, ativistas e representantes de movimentos sociais em uma noite de diálogo, troca de experiências e fortalecimento de redes de apoio.
Idealizado pela produtora cultural e ativista social Michelle Andrews, o encontro promoveu debates sobre racismo estrutural, democracia, direitos humanos, igualdade racial e os desafios enfrentados pelas mulheres negras na ocupação de espaços de decisão.
A programação contou com a participação da assistente social e pesquisadora Priscila Carvalho, da presidente da Associação Crioulas do Quilombo, Keilah Fonseca, da pesquisadora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Nicole Fernandes, e da presidenta do Instituto Eruexim, Ekedji Carla de Oyá. As convidadas compartilharam reflexões sobre educação popular, comunidades quilombolas, povos de terreiro, participação política feminina e enfrentamento às desigualdades raciais.
Realizado na Praça 14, evento integrou a programação do Julho das Pretas e fortaleceu o debate sobre representatividade.
Durante as rodas de conversa, o público participou ativamente dos debates, contribuindo com relatos, experiências e reflexões sobre os desafios da representatividade negra na política e na sociedade.
Para Michelle Andrews, iniciativas como essa são fundamentais para ampliar o diálogo e fortalecer o protagonismo feminino negro.
“Mais do que um encontro, construímos um espaço de escuta, acolhimento e articulação. Quando mulheres negras compartilham suas trajetórias e ocupam esses espaços coletivamente, fortalecemos a luta por uma sociedade mais justa, diversa e igualitária”, afirmou.
Realizado com entrada gratuita, o evento reforçou a importância do Julho das Pretas como um movimento de valorização da história, da resistência e da participação política das mulheres negras na Amazônia.