Gestão farmacêutica

Gestão farmacêutica ganha foco com Rúbia Mocelinn

A evolução das farmácias comunitárias amplia a importância da gestão técnica e administrativa para garantir segurança, acesso aos medicamentos e sustentabilidade dos serviços de saúde.

Gabriel Silveira
30/07/2026 às 12:21.
Atualizado em 30/07/2026 às 12:21

(Foto: Divulgação)

Durante muito tempo, as farmácias comunitárias foram compreendidas principalmente como estabelecimentos voltados à dispensação de medicamentos. Nas últimas décadas, entretanto, esse papel passou por uma transformação significativa. O envelhecimento da população, o crescimento das doenças crônicas e a necessidade de ampliar o acesso aos serviços básicos de saúde fizeram desses estabelecimentos um dos principais pontos de contato entre a população e o sistema de saúde. Mais do que fornecer medicamentos, as farmácias passaram a integrar ações relacionadas à orientação farmacêutica, promoção do uso racional de medicamentos, acompanhamento de pacientes e apoio à atenção primária.

Essa mudança elevou também a complexidade da gestão farmacêutica. Além da responsabilidade técnica prevista pela legislação sanitária, gestores passaram a conciliar a conformidade regulatória, controle de medicamentos sujeitos a fiscalização especial, gestão financeira, logística de abastecimento, liderança de equipes e qualidade do atendimento. Organismos internacionais, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Federação Internacional Farmacêutica (FIP), destacam que o fortalecimento das farmácias comunitárias representa um dos caminhos para ampliar o acesso aos cuidados de saúde e reduzir a pressão sobre hospitais e serviços de urgência, especialmente diante do crescimento das doenças crônicas e do envelhecimento populacional.

No Brasil, esse cenário também acompanha a ampliação das atribuições clínicas do farmacêutico e o aumento das exigências regulatórias estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A necessidade de garantir rastreabilidade, armazenamento adequado, controle de medicamentos sujeitos à Portaria nº 344/1998 e segurança dos processos tornou a gestão dessas unidades uma atividade que exige tanto conhecimento técnico quanto capacidade administrativa.

É nesse contexto que encontramos a trajetória da farmacêutica Rúbia Mocelinn. Ao longo de mais de uma década de atuação na administração de estabelecimentos de saúde e comércio farmacêutico, sua experiência esteve relacionada à organização de processos operacionais, gestão de equipes, controle regulatório e estruturação de rotinas voltadas à eficiência dos serviços, acompanhando a crescente profissionalização da gestão em farmácias comunitárias.

Em uma unidade da VRN Comércio de Medicamentos, responsável por aproximadamente 38 mil atendimentos anuais, os desafios iam muito além da dispensação de medicamentos. A operação exigia planejamento contínuo do abastecimento, gerenciamento de estoques, controle rigoroso de medicamentos sujeitos a controle especial, acompanhamento financeiro e coordenação de equipes multidisciplinares. A integração dessas atividades permitiu manter a regularidade dos serviços mesmo durante períodos marcados por instabilidade econômica, crises sanitárias e eventos climáticos que impactaram a cadeia de suprimentos e a demanda da população.

Outro aspecto relevante desse tipo de gestão está relacionado ao equilíbrio entre qualidade assistencial e sustentabilidade financeira. Em pequenas e médias farmácias, decisões envolvendo compras, armazenagem, prevenção de perdas, organização dos fluxos internos e treinamento permanente das equipes influenciam diretamente a continuidade do atendimento à comunidade. Nesse ambiente, metodologias de controle operacional tornam-se ferramentas importantes para assegurar tanto a disponibilidade dos medicamentos quanto a estabilidade das operações.

Essa experiência também foi aplicada por Rúbia Mocelinn em outras organizações do setor, onde a implantação de rotinas de controle de insumos, padronização de processos, recrutamento de profissionais e acompanhamento de indicadores operacionais buscou fortalecer a eficiência administrativa sem comprometer a qualidade da assistência prestada aos pacientes. O trabalho evidencia uma tendência crescente na gestão farmacêutica contemporânea: integrar práticas de administração, liderança e conformidade regulatória como elementos indissociáveis da assistência em saúde.

Os desafios enfrentados por farmácias independentes não são exclusivos do Brasil. Nos Estados Unidos, pequenos estabelecimentos farmacêuticos e clínicas comunitárias convivem com aumento dos custos operacionais, escassez de mão de obra especializada, exigências regulatórias cada vez mais complexas e uma população marcada pela diversidade cultural e linguística. 

A partir dessa experiência profissional, Rúbia Mocelinn passou a estruturar a UP Global Solutions, iniciativa voltada ao desenvolvimento de soluções de consultoria para farmácias comunitárias, clínicas independentes e pequenos prestadores de serviços de saúde no mercado norte-americano. A proposta concentra-se na organização de processos administrativos, treinamento de equipes, adequação às exigências regulatórias e aprimoramento dos fluxos operacionais, áreas que vêm ganhando importância diante da crescente complexidade da gestão em saúde.

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