Ainda de acordo com o poder executivo estadual, esses valores não foram liberados porque o Sinetram não teria assinado a Petição Conjunta exigida pela Justiça do Amazonas e também não apresentou os dados completos de viagens dos estudantes para validar os cálculos que baseiam os repasses.
Ontem houve paralisação de 100% do transporte público em Manaus (Foto: Junio Matos)
Governo do Amazonas nega ter dívidas por falta de repasses da gratuidade estudantil e diz que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) não atendeu aos critérios definidos pela justiça para receber toda a verba. Frota segue em operação com 80% da capacidade na capital, em horário de pico.
Enquanto o Sinetram mostra as dificuldades do fluxo de caixa em uma entrevista coletiva que ainda é realizada durante a manhã desta terça-feira (21), o Governo se pronunciou sobre a afirmação do sindicado de que há uma dívida de R$ 44 milhões com o sistema de transporte, no exercício de 2026. As informações que foram repassadas ao vivo pela repórter Juliana Silva durante o Manhã do Ar, da TV A Crítica, são de que o Estado já repassou R$ 31 milhões (referentes ao ano passado) e que os demais valores já foram depositados judicialmente.
Ainda de acordo com o poder executivo estadual, esses valores não foram liberados porque o Sinetram não teria assinado a Petição Conjunta exigida pela Justiça do Amazonas e também não apresentou os dados completos de viagens dos estudantes para validar os cálculos que baseiam os repasses. O sindicato, através do seu diretor, Cesar Tadeu Teixeira, se defendeu e disse que não houve acordo para que a assinatura do documento pudesse ser concluída.
“A gente tem procurado conversar seja com Estado, Prefeitura ou sindicado dos empregados. Dessa forma, se nada for feito, quem vai ficar sem o transporte não preciso nem dizer, né?” Disse o diretor.