AVALIAÇÃO

Incêndio em fábrica não está completamente extinto, afirma comandante do Corpo de Bombeiros

O coronel Orleison Muniz classificou o caso como o maior incêndio já registrado em Manaus. Uma das principais preocupações foi evitar que as chamas se alastrassem para área de mata ao redor da fábrica

Daniel Brandão
06/08/2025 às 20:26.
Atualizado em 06/08/2025 às 20:26

Coronel Orleison Muniz, comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) (Foto: Wellyson Fernandes)

O incêndio de grandes proporções que atinge a fábrica Effa Motors há mais de trinta horas, está controlado e confinado, mas ainda não foi completamente extinto. A avaliação é do coronel Orleison Muniz, comandante geral do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), que classificou o caso como o maior incêndio já registrado em Manaus.

De acordo com informações do comandante geral do CBMAM, as 'cargas de incêndio' presentes no interior dos galpões da fábrica, como polipropileno, solventes, líquidos inflamáveis, objetos plásticos e outros materiais, contribuíram para a aumentar gravidade do incêndio.

"Esse foi o maior incêndio que o Corpo de Bombeiros já enfrentou em Manaus. Fizemos um enfrentamento qualificado e cerca de 24 horas o incêndio está completamente confinado, com pequenos focos de incêndio, mas que já que já estão entrando na fase de rescaldo. Isso é fruto de tecnologia e estruturas integradas", destacou o comandante geral.

Ainda segundo a avaliação, em comparação com a experiência de outros acidentes dessa natureza em outros estados, leva-se em média 48h para chegar no estágio de controle e confinamento.

"Somente após que se inicia a fase de rescaldo. Incêndios semelhantes a esse no Brasil levaram cerca de 5 dias. Hoje há pequenos focos na área atingida. Permaneceremos realizando um trabalho de rescaldo pelos próximos dois dias, para garantir que não haja nenhuma outra reignição", salientou o coronel Orleison Muniz.

 Área de mata e estratégias de combate 

Uma das principais preocupações do Corpo de Bombeiros, durante a operação, foi evitar que as chamas se alastrassem para a área de mata localizada ao redor da fábrica. O risco de propagação para a vegetação nativa mobilizou estratégias específicas de contenção do fogo.

"Durante o momento crítico do fogo, é gerado micro e médias explosões que podem gerar fagulhas de ignição e se pegar na vegetação seca, ela pode iniciar um fogo que se alastra rapidamente sobre a área de mata", destacou o comandante geral.

Composta por três galpões, o incêndio atingiu dois deles, antes de ser controlado e confinado.

"Outra preocupação nossa estava em garantir as edificações laterais não fossem atingidas pelo fogo. Um terço do galpão sinistrado foi preservado. Lá há centenas de veículos que foram preservados, além dos outros galpões que estão próximos do local. Realizamos o trabalho de resfriamento para que o fogo não de propagasse. Nosso objetivo foi eliminar o fogo em virtude do material que estava sendo expelido no meio ambiente", concluiu o comandante.
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