Familiares de Camila Kellem arrecadam recursos para trazer o corpo ao Brasil; campanha já recebeu mais de R$ 18 mil
(Foto: Reprodução)
O Ministério das Relações Exteriores afirmou que está prestando assistência à família de Camila Kellem da Silva Caldas, amazonense assassinada na Espanha. Amigos e familiares criaram uma campanha de arrecadação online para custear o transporte do corpo.
Em resposta aos questionamentos de A CRÍTICA, o ministério informou que atua por meio do Consulado-Geral do Brasil em Barcelona. Disse que tem conhecimento do caso e está em contato com a família, a quem “tem sido prestada a assistência consular devida”.
Ao ser questionado se vai realizar o translado do corpo da amazonense para o Brasil, o Itamaraty informou que não pode divulgar detalhes sobre o caso.
“Em atendimento ao direito à privacidade e em observância ao disposto na Lei de Acesso à Informação e no Decreto nº 7.724/2012, o Ministério das Relações Exteriores não fornece informações sobre casos individuais de assistência a cidadãos brasileiros”, informou por meio de nota.
O traslado de restos mortais de brasileiros falecidos no exterior não é automático e ocorre apenas em casos específicos. As regras estão dispostas no artigo 257 do Decreto nº 9.199/2017 e no Decreto nº 12.535/2025. Entre os critérios, a família deve comprovar incapacidade financeira, ausência de seguro e, quando o falecimento gerar comoção social, deve haver disponibilidade orçamentária. As solicitações são analisadas com base nessa legislação e o resultado é comunicado diretamente à família.
Camila tinha 34 anos e foi assassinada na terça-feira (28), em Barcelona. O crime ocorreu na presença dos dois filhos da vítima, de 4 e 8 anos. O principal suspeito é o companheiro dela, Yarman Gomeres, que se apresentou voluntariamente à polícia.
Na internet, familiares da amazonense criaram uma campanha de arrecadação no valor de até R$ 90 mil para trazer o corpo ao Brasil. Até o momento, mais de R$ 18 mil já foram arrecadados.