Parceria com UEA melhora capacidade da companhia de mitigar efeitos da estiagem
Medidas foram pensadas para assegurar abastecimento de combustíveis no Amazonas (Divulgação)
O Grupo Atem reforçou seu planejamento logístico para o período de estiagem na Amazônia com o início do apoio às atividades do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (LABCLIM), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A iniciativa amplia a capacidade de monitoramento e previsões das condições climáticas e hidrológicas da região, contribuindo para a adoção antecipada de medidas destinadas a garantir o abastecimento de combustíveis no Amazonas.
Com a aproximação do período de vazante dos rios, a companhia intensifica o acompanhamento dos cenários climáticos e hidrológicos como parte da estratégia permanente de gestão de risco logístico. O objetivo é antecipar possíveis impactos à navegação e implementar medidas preventivas capazes de assegurar a continuidade das operações mesmo em cenários de estiagem severa.
Transporte hidroviário traz cerca de 85% das mercadorias destinadas ao PIM
No início de junho, representantes do Grupo Atem participaram da apresentação do prognóstico climático e hidrológico para 2026 realizada pelo LABCLIM/UEA, no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). O encontro reuniu empresas do Polo Industrial de Manaus e representantes do setor produtivo para a divulgação das projeções mais recentes sobre o comportamento dos rios amazônicos nos próximos meses.
Presente na apresentação, o superintendente de Operações do Grupo Atem, Alexandre Nascimento, destacou que os estudos indicam, neste momento, um cenário favorável para a navegação, mas que exige monitoramento contínuo.
O plano de contingência da Atem envolve equipes operacionais, logística e alta direção, permitindo que decisões estratégicas sejam tomadas antes do agravamento das condições de navegabilidade. Entre as ações adotadas estão a antecipação de entregas, o reforço dos estoques em bases operacionais e clientes, além da manutenção de reservas estratégicas em terra e sobre as águas.
O acompanhamento dos cenários é realizado continuamente para que ajustes operacionais possam ser implementados conforme a evolução dos níveis dos rios. Nesse contexto, o apoio ao LABCLIM passa a fornecer informações técnicas adicionais para fortalecer o planejamento preventivo da companhia.
Representantes do Grupo Atem acompanham apresentação do Labclim na Suframa
Os modelos climáticos e hidrológicos integrados e analisados pelo laboratório indicam, até o momento, um cenário de estiagem moderada, com condições favoráveis à navegação durante grande parte do período seco. Embora exista a previsão de ocorrência do El Niño nos próximos meses, os estudos não apontam, neste momento, um cenário de impacto severo para a navegabilidade na região. Entretanto as previsões de seca e enchentes são atualizadas regularmente a fim de acompanhar possíveis mudanças.
As análises concentram atenção especial em dois pontos estratégicos para a logística regional: a Enseada do Madeira e a costa do Tabocal. Nessas áreas, a redução do nível dos rios pode gerar restrições à passagem de embarcações de grande porte responsáveis pelo transporte de combustíveis e insumos para Manaus.
Para minimizar possíveis impactos, a Atem dispõe de alternativas operacionais já testadas em períodos anteriores de estiagem severa. Entre elas estão operações de transbordo em Itacoatiara, utilização de balsas e sistemas de bombeamento para transferência de cargas, além do reposicionamento antecipado de equipamentos estratégicos.
Para o vice-presidente de Distribuição e Operações do Grupo Atem, Guilherme Santana, o acompanhamento permanente dos cenários climáticos reforça a capacidade da companhia de atuar preventivamente e preservar a segurança do abastecimento na região.
Segundo o LABCLIM/UEA, os modelos atuais apontam potencial para aproximadamente 113 dias de navegabilidade sem grandes restrições para a navegação de longo curso responsável pelo abastecimento do Polo Industrial de Manaus. Após esse período, áreas críticas como Tabocal e Madeira poderão exigir maior atenção operacional.
O transporte hidroviário responde por cerca de 85% das mercadorias destinadas ao Polo Industrial de Manaus, reforçando a importância do monitoramento climático e do planejamento antecipado para a manutenção das cadeias de abastecimento da região.