Presidente entrou em contato com o governador Roberto Cidade e ajuda deve chegar ao estado neste sábado
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se pronunciou nas redes sociais para informar que quase 300 profissionais dos ministérios do Meio Ambiente e da Integração Nacional para combater as queimadas no estado do Amazonas. O chefe do Executivo Federal entrou em contato com o governador Roberto Cidade (União) e anunciou ainda a chegada de aeronaves e equipamentos ainda neste sábado (10).
“O povo do Amazonas pode contar com o governo federal. Estamos juntos nessa luta para proteger vidas, preservar a floresta e apoiar quem está enfrentando essa emergência”, disse Lula.
A informação já havia sido adiantada em nota pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima após uma troca de acusações entre o coronel Orleilso Muniz, do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), e o superintendente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado, Joel Araújo.
Segundo o documento, serão enviados quatro aviões do modelo Air Tractor, utilizados para lançamento de água, e dois helicópteros. O ministério também informou que o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas desde o início da temporada e continua atuando no combate a outros 20 focos ativos.
O coronel Muniz, nessa sexta-feira (9), afirmou em entrevista que a gestão federal negou um pedido de apoio aéreo feito em setembro. Por outro lado, Joel Araújo informou que o governo Lula á havia destinado R$ 45 milhões para ações de prevenção e combate aos incêndios.
Na nota, o MMA informou que o pedido de apoio do governo estadual foi recebido pelo Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, em 23 de setembro. A partir da solicitação, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus).
O ministério afirmou, porém, que, em 30 de setembro, o Governo do Amazonas comunicou que não precisava mais do apoio do Respad, após chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio. Com isso, a equipe federal foi dispensada antes de se deslocar para o campo.