Estruturas em estações como Ponta das Lajes e Ponta do Ismael receberam bombas anfíbias e rebaixamento de equipamentos.
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O sistema de abastecimento de água em Manaus passou por reestruturações operacionais para manter a distribuição contínua mesmo durante períodos de estiagem severa. As medidas foram adotadas com base nos impactos registrados nas secas históricas recentes no Amazonas, que reduziram drasticamente os níveis do Rio Negro e impuseram desafios à captação superficial.
Entre as principais intervenções técnicas está o rebaixamento de todas as bombas verticais instaladas nas estações de captação da Ponta das Lajes, Ponta do Ismael e Mauazinho. Além disso, foram incorporadas bombas anfíbias à infraestrutura, permitindo que os equipamentos operem tanto totalmente submersos quanto acoplados a balsas flutuantes, conferindo flexibilidade operacional conforme a variação da cota dos rios.
A rotina operacional inclui o acompanhamento diário dos níveis hidrológicos, índices de precipitação e temperatura local para orientar as estratégias de captação e tratamento. A vigilância preventiva visa evitar a interrupção do fornecimento de água tratada para os bairros já integrados ao sistema durante os períodos mais críticos de vazante.
Paralelamente às intervenções nas estações principais, a infraestrutura de distribuição avança para áreas desprovidas de saneamento básico regular. No bairro Lago Azul, localizado na Zona Norte da capital, mais de quatro mil famílias enfrentam dificuldades históricas com a dependência de poços privados de vizinhos e fornecimento intermitente, enquanto aguardam a conclusão das obras de expansão da rede encanada.
Diante dos alertas climáticos e da influência de fenômenos como o El Niño na bacia amazônica, o setor de saneamento mantém novas aquisições de maquinário programadas para reforçar a segurança hídrica e assegurar o fornecimento à população da capital amazonense.