Ela sofria desde 11 anos de idade e aos 16, garantiu o direito com o apoio da DPE-AM em Tefé
Ivaneide e Naíme foram assistidas pela defensora Ana Sofia (Fotos: Tácio Melo/freelancer/DPE-AM)
Ao longo dos anos, inúmeras pessoas tiveram suas vidas transformadas e suas histórias entrelaçadas graças ao apoio e orientação fornecidos pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), que neste dia 30 de março completa 34 anos de fundação.
No Polo do Médio Solimões, com sede na cidade de Tefé, a trajetória da defensora Ana Sofia Pinheiro se cruzou à história de Naíme Fernandes Cabral e de sua mãe, Ivaneide Fernandes Amorim. Há exatamente um ano, mãe e filha procuraram a defensoria para realizar a alteração do nome da jovem.
Ao chegar na Defensoria, Ivaneide e Naíme foram assistidas pela defensora pública, que atua na área de Família e Registros Públicos.
A defensora pública então peticionou a solicitação da troca, o juiz deu a sentença favorável e permitiu a alteração de nome.
Naíme Fernandes Cabral, agora com 17 anos, relata que a mudança não se limita apenas ao aspecto legal, mas impactou profundamente a forma como se reconhece diante de sua própria história.
Para a jovem, a possibilidade de escolher um novo nome representou um marco de liberdade. Antes, ela tinha vergonha do seu nome e, agora, sente orgulho de falar para as pessoas que o seu nome é Naíme.
A mãe de Naíme, a professora Ivaneide Amorim, faz questão de afirmar que passaria novamente por todo o processo que levou a filha a mudar os rumos de sua história por meio da mudança de seu nome.
Ivaneide conta que a filha sofria bullying desde os seus 11 anos de idade e que, após tentar entrar com ações para solucionar a situação, resolveu procurar a Defensoria Pública. Em apenas três meses, a Justiça do Amazonas deferiu a solicitação.
Emocionada, Ivaneide conta que o bullying em função do nome anterior tornou Naíme uma menina introspectiva, cabisbaixa e que não tinha nenhum interesse em desenvolver relações sociais. Após a mudança de nome, a professora diz que só tem a agradecer a Defensoria por conseguir ver novamente a felicidade no rosto da filha.
As histórias de Ivaneide, Naíme e da defensora Ana Sofia, lembram a importância do acesso à Justiça e do papel fundamental desempenhado pela DPE-AM na promoção dos direitos e na garantia da igualdade perante a lei.
Em Tefé, as assistidas e a defensora puderam se reencontrar após um ano desde o resultado da ação e relembraram os relatos de superação, resiliência e esperança, que evidenciam como cada trajetória pode ser impactada por meio do apoio legal e da defesa dos direitos fundamentais.
Ao ser questionada sobre o que é ser defensora no Amazonas, Ana Sofia Pinheiro expõs a realização de um sonho por meio da transformação social.
Esta reportagem faz parte da série “Histórias que se cruzam”, que é o mote do aniversário de 34 anos da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), celebrado neste sábado, 30 de março.
Inaugurada nesta data em 1990, a DPE-AM é um órgão essencial para o funcionamento da Justiça que presta assistência e orientação jurídica, de forma integral e gratuita, às pessoas em situação de vulnerabilidade tanto da capital quanto do interior do Estado. Entre o período de 2018 e 2023, a instituição realizou mais de 3,6 milhões de atos de atendimentos.