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Operação destrói seis dragas de garimpo ilegal no interior do AM

Ação da Operação Jaguaretê apreendeu armas, munições e mercúrio na região de Santo Antônio do Içá

acritica.com
22/08/2026 às 11:24.
Atualizado em 22/08/2026 às 11:48

Tropa da Operação Jaguaretê vistoria equipamentos de extração ilegal na calha do Solimões (Foto: Divulgação)

Uma ofensiva conjunta do Exército Brasileiro e do Ibama destruiu seis dragas que operavam no garimpo ilegal no rio Içá, no Amazonas, nesta sexta-feira (21/08). A destruição dos equipamentos, flagrados em atividade extrativista sem autorização ambiental na Vila Alterosa do Juí, integra a terceira fase da Operação Jaguaretê, mobilizando agentes federais e militares do Comando de Fronteira Solimões/8º Batalhão de Infantaria de Selva.

Os equipamentos, de estrutura simples, com madeira e lona, foram localizados durante patrulhamento fluvial. Após a revista das estruturas, as equipes encontraram uma pistola calibre 380, munições de calibre 16 e mercúrio.

Segundo o Ibama, as estruturas eram utilizadas para atividade efetivamente poluidora sem autorização ambiental. As dragas foram apreendidas e inutilizadas seguindo medidas previstas na legislação, conforme artigo 66 do Decreto Federal nº 6.514 de 2008. Elas estão estimadas em cerca de R$ 1,2 milhão e foram inutilizadas junto com os equipamentos de garimpo utilizados para mineração.

Riscos ao meio mabiente

Mesmo com menor capacidade de movimentação de sedimentos em comparação com grandes dragas, os equipamentos podem alterar o fundo dos rios e provocar assoreamento. A retirada e o deslocamento de sedimentos interferem na estrutura do leito e na fauna aquática, além de modificar o fluxo da água. Entre os efeitos associados à atividade estão a redução da população de peixes e impactos sobre atividades de pesca praticadas pelas comunidades da região.

Dragas de garimpo são destruídas para conter a contaminação por mercúrio nos rios da Amazônia (Foto: Divulgação)

 Outro risco está relacionado ao uso de mercúrio. O metal pode se acumular nos organismos ao longo da cadeia alimentar e chegar ao ser humano por meio do consumo de pescado. A Vila Alterosa do Juí fica em uma área acessível por via fluvial a partir de Santo Antônio do Içá, no Amazonas.

As ações já realizadas pelo CMA durante a Operação Jaguaretê representam um prejuízo estimado em mais de 200 milhões para os agentes delituosos. O cálculo considera o valor de entorpecentes apreendidos, custo de armas e infraestruturas inutilizadas, valor de ouro apreendido em áreas de garimpo, além dos lucros cessantes.

Neste período, também foram apreendidas quatro armas, 1.220 munições, 3,476 toneladas de drogas, entre cocaína, pasta base, skunk, maconha e outras substâncias. No combate aos crimes ambientais, as equipes apreenderam 17,5 toneladas de pescado, 26,2 m³ de madeira e 55 gramas de ouro, e a aplicação de R$ 1,186 milhão em multas.

Sobre a Operação Jaguaratê


A Operação Jaguaretê é um esforço coordenado pelo Comando Militar da Amazônia (CMA) para o combate aos delitos transfronteiriços na Amazônia, em defesa da soberania nacional. Por meio do emprego integrado de tropas, meios operacionais e logísticos, a terceira fase da operação intensifica as ações na área de atuação da 16ª Brigada de Infantaria de Selva (16ª Bda Inf Sl), a fim de contribuir para a segurança da população e a proteção da faixa de fronteira.

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