LEVANTAMENTO

Pesquisa mostra que 70% dos brasileiros já considerou a troca de casais

Plataforma aponta que o Amazonas tem o menor medo de julgamento da região Norte e a menor barreira religiosa do Brasil com apenas 1,5% dos respondentes apontando religião como obstáculo para o swing

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29/07/2026 às 20:03.
Atualizado em 29/07/2026 às 20:04

Imagem gerada por inteligência artificial (Foto: IA)

Em algum momento a ideia de uma troca de casais passou pela sua cabeça? Talvez numa cena de filme, numa conversa entre amigos, numa curiosidade rápida sobre como seria? Se isso soa familiar, saiba que você está em excelente companhia: o interesse pelo swing é muito mais comum do que o brasileiro admite em público.

Segundo uma pesquisa recente do Sexlog, maior rede social adulta da América Latina, com mais de 25 milhões de cadastros, sete em cada dez brasileiros já consideraram experimentar o swing em algum momento da vida. Conforme a plataforma, o Amazonas tem o menor medo de julgamento do Norte e a menor barreira religiosa do Brasil com apenas 1,5% dos respondentes apontando religião como obstáculo para o swing.

Dados da plataforma apontam que o Amazonas está acima da média nacional no número de praticantes ativos da troca de casais: 31,4%, contra 26,4% no Brasil. O levantamento também mostra que 20,4% dos amazonenses afirmam já ter experimentado a prática ao menos uma vez, enquanto 43,8% se dizem curiosos, elevando o interesse total pelo tema para 95,6%. Entre os participantes da pesquisa, 83,2% são homens e 12,4% mulheres, com predominância da faixa etária de 35 a 44 anos.

Entre os principais motivos para aderir à troca de casais estão a busca por novidade e aventura (19,7%) e a realização de fantasias (17,5%). Já o medo do julgamento (10,9%) e o ciúme (8,8%) aparecem como as principais barreiras. O estudo também indica que os amazonenses avaliam positivamente o impacto da prática nos relacionamentos, com nota média de 3,23 em uma escala de 5, e demonstram maior conforto para falar sobre o assunto (3,34, acima da média nacional).

Os dados mostram que quatro em cada dez pessoas (41,8%) têm curiosidade sobre a prática, quase três em cada dez (28,8%) já experimentaram ao menos uma vez e 26,4% afirmam praticar swing atualmente. Entre quem já faz parte da comunidade liberal, a experiência costuma ser positiva: 31% dizem que a prática trouxe um impacto extremamente positivo para o relacionamento. 

Quebrando estereótipos

Quando o assunto é swing, ainda existem muitos estereótipos. Um dos mais comuns é que a prática estaria concentrada no Sudeste. Os números mostram outra realidade: proporcionalmente, Roraima lidera o ranking de praticantes ativos (35,7%), seguido por Rio Grande do Norte (32,1%) e Bahia (31,6%).

Outro mito envolve a idade. Embora 58,9% dos entrevistados acreditem que os Millennials sejam a geração que mais pratica swing, o maior índice real aparece entre pessoas de 55 a 64 anos, faixa em que 28,4% afirmam praticar a troca de casais.

Da capital ao litoral

O Sexlog mapeou o comportamento dos respondentes em seis  estados onde o Swingaço acontece este ano: Bahia, São Paulo, Santa Catarina, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Maranhão.  Os dados revelam comunidades liberais ativas e perfis distintos, mas com um denominador em comum: em todas elas, a maioria já tem algum nível de interesse pela prática.

Bahia

Na Bahia, 31,6% dos respondentes são praticantes ativos, um dos maiores índices do País, 5 pontos acima da média nacional. O perfil baiano se destaca pela sociabilidade: conexão com outras pessoas é o principal atrativo do swing para 19,9% dos respondentes, 6 pontos acima da média. 

Maranhão

O perfil maranhense é um dos que mais enxergam a sociedade brasileira como mais aberta ao swing (86,5%, 6 pontos acima da média). O medo de julgamento fica abaixo da média nacional (13,5% vs. 15,1%), e os principais atrativos para esse público são a novidade e a aventura.

Rio de Janeiro

O Rio é a cidade do grupo com a maior taxa de prática efetiva entre os destinos do Swingaço: 29,7% de praticantes ativos e 31,9% que já experimentaram ao menos uma vez. Somados, mais de 61% dos cariocas respondentes já viveram a experiência. O Rio também lidera entre as cinco cidades na regularidade: uma vez por mês é a frequência mais citada (33,8%). 

São Paulo

A maior base de respondentes revela o paradoxo da metrópole. São Paulo registra 30,8% dos respondentes que já experimentaram o swing ao menos uma vez, acima da média nacional. Mas o índice de praticantes ativos (24,4%) fica abaixo da média.

Distrito Federal

Brasília tem 32,9% de respondentes que já experimentaram o swing, o maior índice de conversão dos cinco destinos, 4 pontos acima da média. Mas ao mesmo tempo registra o segundo maior medo de julgamento (17,1%) e a maior demanda por menos influência religiosa como obstáculo cultural (27,2%, o maior dos cinco destinos, 7,5 pontos acima da média nacional).

Santa Catarina

Santa Catarina tem um ambiente mais receptivo: 44,6% dos respondentes são curiosos que ainda não experimentaram, a maior demanda latente dos cinco destinos. A frequência de uma vez por mês lidera (31,1%), indicando um público regular e engajado. Floripa também é a cidade com maior proporção de relacionamentos abertos (5,9%).

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