Com fábrica em Manaus e planos de exportação, marca brasileira resgata os toca-discos, une nostalgia e inovação, e se destaca como referência no setor de áudio nacional
(Foto: Divulgação)
Em plena era do streaming e das playlists digitais, um fenômeno inesperado tem movimentado o mercado de áudio no Brasil: a volta triunfal dos toca-discos. O vinil, que marcou gerações nas décadas de 1970 e 1980, retorna com força e conquista até mesmo o público que cresceu no universo digital. No centro desse movimento está a Polyvox, marca brasileira que hoje ocupa o posto de terceira maior força do setor de áudio no país.
Com fábrica própria em Manaus e uma história que atravessa cinco décadas, a Polyvox tem se destacado ao unir tradição e inovação. Conhecida nos anos de ouro como uma das referências em equipamentos de som de alta fidelidade, a marca agora se reinventa para atender a uma nova geração de consumidores: a Geração Z.
Surpreendentemente, o interesse pelos toca-discos não vem apenas de quem viveu os tempos do vinil. Jovens nascidos a partir dos anos 2000, que cresceram ouvindo música no celular, agora buscam uma experiência sonora mais autêntica e sensorial.
Amante da música, o CEO da Polyvox, Luiz Kencis, afirma estar motivado com o retorno dos toca-discos e garante que a empresa está preparada para o futuro.
“A Geração Z tem curiosidade pelo que é diferente, pelo que carrega história. Para eles, ter um toca-disco é também uma forma de expressão, um estilo de vida. Esse público quer ter a experiência de colocar o disco para tocar, o ritual de manusear a agulha e até mesmo o som das pequenas imperfeições típicas do vinil”, explica Kencis.
Para atender essa demanda, a Polyvox desenvolveu uma nova linha de toca-discos, com design que mistura o clássico com o moderno, fácil de usar e com tecnologia adaptada para caixas de som amplificadas — sem abrir mão da essência analógica.
Além de surfar na onda do resgate afetivo, a Polyvox se posiciona com orgulho como uma empresa 100% nacional. Atrás apenas de gigantes internacionais como JBL e Samsung, a marca é hoje a maior indústria brasileira dedicada exclusivamente ao áudio.
Sua fábrica em Manaus produz cerca de 40 mil caixas de som amplificadas por mês. O desenvolvimento dos equipamentos leva em consideração as preferências locais, como reforço de médios e graves, essenciais para estilos como sertanejo, pagode e funk.
“Nosso som é pensado para a realidade brasileira, com engenharia e produção feitas aqui. Manaus tem tudo para ser reconhecida como um polo industrial da música, tanto pelo incentivo fiscal como pela geração de empregos, que movimenta a economia local e mostra que é possível produzir tecnologia de ponta na Amazônia”, afirma Kencis.
Em um mercado ainda dominado por produtos importados, a Polyvox aposta na produção nacional como diferencial. Além de gerar cerca de 100 empregos diretos na Zona Franca de Manaus, a empresa movimenta uma cadeia produtiva que envolve dezenas de fornecedores locais.
“Quando você escolhe um produto feito pela Polyvox, você não está apenas levando qualidade para casa. Está apoiando a indústria nacional e gerando emprego aqui no Brasil”, reforça o CEO.
O próximo passo é levar o som brasileiro para além das fronteiras. A Polyvox já traça planos de exportação, mirando mercados na América Latina e até na Europa.
“Queremos mostrar ao mundo que o Brasil também sabe fazer áudio de qualidade”, conclui Luiz Kencis.
Enquanto isso, a marca segue firme no propósito de democratizar o acesso a equipamentos que unem nostalgia, tecnologia e, acima de tudo, uma experiência sonora real — algo que nem o streaming é capaz de entregar.