Manaus concentra mais da metade da população e lidera avanço demográfico no estado
(Foto: Antônio Lima/SEC-AM)
A população do Amazonas cresceu 17,7% em 13 anos e chegou a 4,1 milhões de pessoas em 2025. A capital acompanhou a tendência de crescimento e abriga 55,4% de todos os habitantes no estado. Os dados fazem parte de um levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (17).
O período de comparação da PNAD Continua foi entre 2012 e o ano passado. A pesquisa mostra que o salto do número de resistentes no maior estado em área territorial do Brasil foi de 3,531 milhões para 4,156 mi; acréscimo de 625 mil habitantes. Manaus, que já concentrava mais da metade dos moradores do Amazonas, saiu de 1,918 mi para 2,304 mi e subiu 1,1 ponto percentual na taxa de concentração, chegando aos atuais 55,4%.
Os dados gerais também identificaram o perfil do maior grupo residente. Ele é composto por pessoas de 5 a 13 anos (15,8% da população). A predominância é de homens, com 17%. No caso das mulheres, o grupo de idade com maior proporção é o de 30 a 39 anos. (15,2% da população).
O Amazonas ganha um destaque entre os estados do Norte; se tornou o primeiro no ranking de crescimento de lares ocupados por uma pessoa apenas. Em 2012 a proporção era de 7,7% e no ano passado alcançou 15,7%. O interessante é observar que no primeiro ano de comparação o estado tinha o menor índice da região.
Segundo a própria análise do IBGE, essa mudança de cenário “reflete tendências demográficas e sociais mais amplas observadas no Brasil, como o envelhecimento populacional, mudanças nos arranjos familiares e maior autonomia individual, indicando que o estado acompanhou — e em alguns aspectos superou — o ritmo de transformação dos demais estados nortistas no período analisado”.
Já no comparativo entre 2016 e 2025, as casas ainda são a maioria entre os domicílios; mesmo apresentando uma leve queda de 87,1% para 83,1%. Espaço que os apartamentos ganharam, cresceram de 12,4% para 16,8%. Os dados também mostram redução nos imóveis quitados em 5 pontos percentuais (68,2% atualmente).
Esses números podem indicar uma tendência de redução da propriedade plena de imóveis no Amazonas, com crescimento tanto do mercado de aluguel quanto da cessão de domicílios.
Analisando os dados sobre a principal fonte de abastecimento de água nos domicílios do estado do Amazonas (2016 - 2025) observa-se que a rede geral de distribuição permanece como a fonte predominante, apresentando um aumento de 74,1% para 76,6%. As demais fontes são:
No quesito de imóveis com acesso à energia elétrica de rede geral houve queda quanto no perímetro urbano (de 100,0% para 99,8%) e na área rural (74,8% para 71,2%). Para o IBGE, “a cobertura da rede elétrica geral no meio rural amazonense ainda enfrenta desafios significativos de expansão e manutenção, com aproximadamente 28,8% dos domicílios rurais ainda sem acesso à rede geral de energia elétrica em 2025”.
O setor de gestão de resíduos sólidos apresentou alta de 77,3% para 83%, na coleta direta por serviço de limpeza. Enquanto isso, a prática de queima de lixo caiu de 16,3% para 10,5%. “Esses dados indicam uma melhoria geral na cobertura dos serviços de coleta de lixo no Amazonas, com destaque para a diminuição de práticas inadequadas de descarte, como a queima, embora ainda haja espaço para avanços na universalização da coleta formal de resíduos no estado”.
Quando o levantamento é sobre casas com banheiro, sanitário ou buraco para dejeções o recorte da comparação é entre 2019 e 2025. Rede geral ou rede pluvial apresentou crescimento de 37,3% para 43,7%; fossa séptica ligada à rede diminuiu de 10,4% para 8,7% enquanto que a não ligada à rede teve queda expressiva de 26,9% para 15,9%.