Tecnologia ganha espaço em academias, centros de recovery e ambientes de bem-estar, enquanto pesquisas investigam seus possíveis efeitos sobre o organismo
Enquanto as saunas tradicionais costumam operar entre 70°C e 100°C, os modelos infravermelhos geralmente ficam entre 40°C e 65°C (Divulgação)
Durante décadas, sauna foi sinônimo de ambientes muito quentes, vapor e longos minutos sob altas temperaturas. Agora, uma nova versão desse ritual começa a ganhar espaço em academias, centros de recovery e espaços de bem-estar: a sauna infravermelha.
A tecnologia utiliza painéis que emitem ondas de luz infravermelha para aquecer diretamente o corpo. A proposta tem atraído quem busca uma experiência de calor mais confortável e também passou a fazer parte de rotinas ligadas ao exercício e à recuperação.
A principal diferença está na maneira como o calor é produzido e percebido durante a sessão. Luiz Santana Dias, diretor-fundador da Royal Saunas, explica como a tecnologia funciona e o que muda em relação aos modelos tradicionais.
A experiência também acontece em uma faixa de temperatura diferente. Enquanto as saunas tradicionais costumam operar entre 70°C e 100°C, os modelos infravermelhos geralmente ficam entre 40°C e 65°C, segundo Luiz. Para quem não está acostumado ao calor intenso, a diferença pode tornar a sessão mais confortável.
Sauna infravermelha da Royal Saunas, citada na reportagem..
A sauna infravermelha também ganhou espaço em ambientes de recovery, especialmente entre pessoas que buscam alternativas para complementar os cuidados depois dos treinos.
O aquecimento dos tecidos também entra nessa relação com a recuperação muscular. Luiz explica como esse processo acontece. “Embora estimulem a transpiração e o fluxo sanguíneo, também são ótimas para o aquecimento profundo dos tecidos (devido à penetração do calor), o que pode auxiliar na recuperação muscular”.
A tecnologia também desperta interesse por outros possíveis efeitos no organismo. Luiz cita alguns deles: “Alguns estudos sugerem que o aquecimento direto do corpo pode aumentar a queima de calorias e melhorar a sensibilidade à insulina, embora sejam necessárias mais pesquisas para confirmar esses efeitos”.
A popularização da sauna infravermelha não significa que a prática seja indicada para todos.