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Sauna vermelha ganha espaço em academias, centros de recuperação e ambientes de bem-estar

Tecnologia ganha espaço em academias, centros de recovery e ambientes de bem-estar, enquanto pesquisas investigam seus possíveis efeitos sobre o organismo

Gabrielly Gentil
16/08/2026 às 19:07.
Atualizado em 16/08/2026 às 19:07

Enquanto as saunas tradicionais costumam operar entre 70°C e 100°C, os modelos infravermelhos geralmente ficam entre 40°C e 65°C (Divulgação)

Durante décadas, sauna foi sinônimo de ambientes muito quentes, vapor e longos minutos sob altas temperaturas. Agora, uma nova versão desse ritual começa a ganhar espaço em academias, centros de recovery e espaços de bem-estar: a sauna infravermelha.

A tecnologia utiliza painéis que emitem ondas de luz infravermelha para aquecer diretamente o corpo. A proposta tem atraído quem busca uma experiência de calor mais confortável e também passou a fazer parte de rotinas ligadas ao exercício e à recuperação.

Como funciona

A principal diferença está na maneira como o calor é produzido e percebido durante a sessão. Luiz Santana Dias, diretor-fundador da Royal Saunas, explica como a tecnologia funciona e o que muda em relação aos modelos tradicionais.

“Uma sauna de infravermelho é uma sauna seca elétrica que utiliza painéis especiais de carbono ou cerâmica para emitir ondas de luz de infravermelho. Essas ondas invisíveis aquecem o corpo diretamente, em vez de aquecer o ar ao redor, proporcionando uma transpiração profunda e relaxante em temperaturas muito mais baixas e confortáveis que saunas secas tradicionais”.

A experiência também acontece em uma faixa de temperatura diferente. Enquanto as saunas tradicionais costumam operar entre 70°C e 100°C, os modelos infravermelhos geralmente ficam entre 40°C e 65°C, segundo Luiz. Para quem não está acostumado ao calor intenso, a diferença pode tornar a sessão mais confortável.

Sauna infravermelha da Royal Saunas, citada na reportagem..

No recovery

 A sauna infravermelha também ganhou espaço em ambientes de recovery, especialmente entre pessoas que buscam alternativas para complementar os cuidados depois dos treinos.

“Existem estudos científicos publicados na Pubmed que respaldam essa associação, fazendo com que a sauna de infravermelho seja uma escolha segura e sem efeitos colaterais para recuperação pós-treino”, destaca Luiz.

O aquecimento dos tecidos também entra nessa relação com a recuperação muscular. Luiz explica como esse processo acontece. “Embora estimulem a transpiração e o fluxo sanguíneo, também são ótimas para o aquecimento profundo dos tecidos (devido à penetração do calor), o que pode auxiliar na recuperação muscular”.

A tecnologia também desperta interesse por outros possíveis efeitos no organismo. Luiz cita alguns deles: “Alguns estudos sugerem que o aquecimento direto do corpo pode aumentar a queima de calorias e melhorar a sensibilidade à insulina, embora sejam necessárias mais pesquisas para confirmar esses efeitos”.

Atenção ao uso

A popularização da sauna infravermelha não significa que a prática seja indicada para todos.

“Algumas pessoas devem ter cuidado na utilização da sauna de infravermelho, tais como gestantes, crianças pequenas, idosos com fragilidade térmica, pessoas com problemas cardíacos graves, hipertensão não controlada, ou doenças que reduzem a capacidade de suar”.
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