Assinado pelo Governo Federal, o decreto deu poderes de polícia às Forças Armadas. Declaração do general Ricardo Costa Neves aconteceu durante o segundo dia da 1ª Conferência Internacional sobre Soberania e Clima, em Brasília
(Foto: Jefferson Ramos/A CRÍTICA)
O comandante do Comando Militar da Amazônia, sediado em Manaus, general Ricardo Costa Neves, afirmou nesta quinta-feira (29) que o decreto assinado pelo governo federal, que deu poderes de polícia às Forças Armadas, permitiu o emprego de cerca de 1.100 militares das três forças no combate ao garimpo e assistência à terra do povo Yanomami, em Roraima.
A declaração foi dada ao A CRÍTICA durante o segundo dia da 1ª Conferência Internacional sobre Soberania e Clima, organizada pelo Centro Soberania e Clima, na Escola Superior de Defesa (ESD), em Brasília.
O novo decreto, assinado na semana passada por Geraldo Alckmin, dá às Forças Armadas atribuições de polícia, como fazer revistas pessoais, cumprir mandados de busca e apreensão e efetuar prisões em flagrante na faixa de fronteira que atravessa a Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
O objetivo é ampliar a cooperação das Forças Armadas com a Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional que, desde janeiro, vem atuando para o desmantelamento do garimpo ilegal na Terra Yanomami.
O general revelou que, com o apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), as Forças Armadas conseguiram distribuir 600 toneladas de alimentos desde o início dos esforços para atender o povo Yanomami.
O CMA compreende os estados do Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia. Desde o ano passado, a instituição é comandada pelo general Ricardo Costa Neves.