Mobilização ocorrerá no mesmo dia em que Assembleia Legislativa elegerá governador tampão
Ato público ocorre no mesmo dia em que o Parlamento elegerá o novo governador do estado até janeiro de 2027 (Matheus Rodrigues / Aleam)
Servidores das áreas de educação e saúde convocaram para esta segunda-feira (4), às 8h, um ato público unificado em frente à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM), em Manaus, para cobrar reajuste salarial e a abertura de diálogo com o governo estadual. A mobilização ocorre no mesmo dia em que o Parlamento elegerá o novo governador do estado até janeiro de 2027.
De acordo com o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), a pauta da categoria da educação inclui reivindicação de 13% de reajuste salarial, revisão do auxílio-alimentação, pagamento de auxílio-insalubridade, revisão do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) e manutenção do auxílio-transporte para professores que completam 60 anos. O sindicato afirma que a mobilização também busca melhorias nas condições de trabalho e a instalação imediata de uma mesa de negociação.
O protesto ocorre em um momento de transição no comando do Executivo estadual. Roberto Cidade assumiu interinamente o governo do Amazonas no dia 7 de abril após as renúncias do então governador Wilson Lima e do vice Tadeu de Souza, em meio ao período pré-eleitoral.
O sindicato cobra que o chefe interino do Executivo abra negociação com os servidores da educação e da saúde, em condições semelhantes às tratativas realizadas com outras categorias do funcionalismo. No dia 22 de abril, o governo anunciou o pagamento de data-bases e promoções a agentes de segurança pública.
O governo do Amazonas conta com cerca de 20 mil servidores na área da saúde, conforme levantamento da SES-AM. Na educação, dados da gestão estadual de 2022 apontam 35.786 servidores, sendo 18.678 profissionais de carreira e cerca de 6,3 mil terceirizados.