Evento divulgará cotas máximas que podem ser alcançadas em Manaus, Manacapuru, Itacoatiara e Parintins na cheia de 2026
(Foto: Bruno Kelly / Reuters)
O Serviço Geológico do Brasil (SGB) divulga, na próxima quinta-feira (30), às 10h (horário local), em Manaus (AM), o 2º Alerta de Cheias da Bacia do Amazonas de 2026. Neste evento serão anunciadas, com 45 dias de antecedência, as previsões para as cotas máximas que os rios Negro, Solimões e Amazonas podem alcançar neste ano, além de previsões climatológicas para a região.
No 1º Alerta de Cheias, apresentado em 31 de março, o SGB divulgou as previsões, indicando que Manaus e Manacapuru podem registrar níveis acima da cota de inundação. Há baixa probabilidade de um cenário de inundação nas estações de Itacoatiara e Parintins. O objetivo do 2º Alerta é divulgar prognósticos ainda mais precisos sobre a magnitude da cheia.
Participam do evento pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil, além de representantes das defesas civis estadual e municipal, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), e de outros órgãos parceiros.
O Alerta de Cheias do Amazonas apresenta previsões geradas pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB) a partir do Sistema de Alerta Hidrológico da Bacia do Amazonas (SAH Amazonas), o primeiro a ser operado pelo SGB, desde 1989.
No Alerta, são divulgadas as previsões de cotas máximas a serem atingidas nos municípios de Manaus (rio Negro), Manacapuru (rio Solimões), Itacoatiara (rio Amazonas) e Parintins (rio Amazonas). As informações são divulgadas em três etapas, com antecedência de 75, 45 e 15 dias para o pico das cheias, que ocorrem em meados de junho nesses municípios.
O 1º Alerta de Cheias do Amazonas 2026 do SGB, divulgado no final de março, indicava que a próxima seca pode chegar a patamar “severo” devido à diminuição da ocorrência de chuva nas regiões de cabeceira e o fim do pico de cheia em áreas com grande contribuição para o nível do rio na capital do Amazonas.
Em meio a isso, o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (CIEX) divulgou uma nota na semana passada apontando que há 90% de chance de o El Niño estar ativo entre agosto e outubro, além de haver uma probabilidade de 50% de ser um fenômeno intenso.
Em sua última passagem entre 2023 e 2024, o El Niño influenciou na seca histórica do rio Negro, que chegou a 12,11 metros, menor nível desde o início dos registros, em 1902. Também foi atribuído ao fenômeno as enchentes históricas que abalaram o Rio Grande do Sul em 2024.