Tecnologia

Startup amazonense cria escola de robótica

Projeto idealizado pela EduMaker Brasil quer transformar a forma como os alunos aprendem

acritica.com
31/05/2026 às 15:02.
Atualizado em 31/05/2026 às 15:02

Foto: Divulgação

O Ministério da Educação (MEC) lançou em janeiro deste ano um edital que destina R$ 200 milhões para a criação de laboratórios tecnológicos em escolas públicas de ensino médio, prevendo recursos como robótica, impressoras 3D, realidade virtual e formação de professores. Diante desse cenário nacional de modernização do ensino e que visa reduzir a evasão escolar e aproximar os estudantes do mundo do trabalho (PL 4513/2020), iniciativas voltadas para a tecnologia que já existiam ganham ainda mais força.

Alinhada a esse movimento, a startup amazonense EduMaker Brasil inaugura a sua Escola de Robótica em Manaus, com o objetivo claro de transformar a forma como os alunos aprendem. O planejamento estratégico para o decorrer de 2026 prevê uma expansão estrutural gradual. As principais metas e projetos estabelecidos, de acordo com o fundador da startup, o pedagogo Jhony Abreu, para o período incluem: “Funcionamento da nossa escola de robótica, como a implantação dos primeiros laboratórios e das trilhas formativas voltadas para crianças, adolescentes e também para a formação de professores; ampliação do número de escolas parceiras; criação de equipes voltadas para competições nacionais de robótica; fortalecimento de programas sociais direcionados a alunos da rede pública e a comunidades periféricas da Amazônia, seguindo a linha de investimentos que estão surgindo no setor”, complementa.

De acordo com Laiziane Silva Gomes, professora auxiliar de robótica educacional, o projeto da escola de robótica foi desenhado para criar um ecossistema maker de inovação onde a curiosidade vira projeto e a ideia vira protótipo. O ambiente integrará laboratórios de programação, robótica, eletrônica, prototipagem, impressão 3D e inteligência artificial (IA). "Na prática, os estudantes não apenas aprenderão conceitos técnicos, eles irão construir, testar, errar, melhorar e criar soluções reais", explica a professora, ressaltando que um aluno poderá desenvolver um robô, programar sensores, modelar peças em 3D e utilizar IA para otimizar os projetos.

Público-alvo e acessibilidade

A iniciativa foi estruturada para atender crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, respeitando o ritmo de aprendizagem e os interesses de cada idade. As turmas serão divididas em três categorias:

  • Code Kids (6 a 7 anos): Foco no desenvolvimento do raciocínio lógico, criatividade e primeiros contatos lúdicos com a tecnologia.
  • Code Jr (8 a 12 anos): Exploração de programação, robótica e projetos maker com maior autonomia.
  • Code Sênior (13 a 17 anos): Atividades avançadas envolvendo programação, prototipagem, automação, robótica e inteligência artificial.

Laiziane Silva Gomes destaca que o formato é totalmente acessível e não possui pré-requisitos. O estudante não precisa ter experiência anterior com tecnologia ou programação para participar, podendo começar do zero e evoluir gradualmente. “O objetivo é desenvolver conhecimentos técnicos associados a habilidades como criatividade, pensamento crítico, trabalho em equipe e capacidade de resolver problemas”, frisa.

Estrutura física e preparação para o futuro

Fisicamente, a Escola de Robótica funcionará na sala maker do Colégio Palas Atena, localizado na Avenida Jornalista Umberto Calderaro Filho, 965, Manaus, Amazonas. A estrutura está sendo planejada para que os alunos possam "colocar a mão na massa", reunindo áreas organizadas para diferentes experiências de aprendizagem e desenvolvimento.

A professora reforça que a inserção precoce da inteligência artificial na didática prepara os alunos para os desafios futuros do mercado e da educação. Em vez de consumirem tecnologia de forma passiva, os estudantes aprendem a utilizar a IA como um recurso de apoio para desenvolver projetos, otimizar processos, interpretar dados e potencializar ideias, estimulando a adaptação às novas tecnologias. "Acreditamos que oferecer aos estudantes contato com tecnologia, inovação e metodologias práticas desde cedo é investir não apenas em conhecimento técnico, mas em confiança", complementa Laiziane.

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