Encontro será o primeiro da bancada após o ministro da Economia atacar o modelo Zona Franca de Manaus
(Foto: Reprodução/Internet )
Uma semana após dizer que “o Brasil não pode pagar pela Zona Franca de Manaus”, o ministro da Economia Paulo Guedes se reunirá nesta quarta-feira (23) com a bancada do Amazonas. A reunião vai ocorrer, às 17h30 (horário de Brasília), no gabinete do “braço direito” do governo de Jair Bolsonaro. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do senador Omar Aziz (PSD).
De acordo com o deputado federal capitão Alberto Neto (PRB), a bancada quer entender qual é o contexto das declarações feitas pelo ministro contra a ZFM e o que realmente ele pensa sobre o modelo.
“E a gente vai esclarecer para a população qual o projeto do presidente Bolsonaro para o nosso Estado. Isso [a declaração de Guedes] afeta o mercado, causa uma instabilidade muito grande, ainda mais vindo do ministro da Economia. Um bom esclarecimento por parte dele também poderá voltar a acalmar os ânimos dos empresários e investidores”, disse Alberto.
Entenda o caso
No último dia 17, Paulo Guedes disse em entrevista à Globo News, que não pretende “mexer” com a Zona Franca de Manaus (ZFM), por se tratar de um modelo constitucional, mas afirmou que pretende privilegiar outros estados do Brasil zerando impostos, como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). A medida, caso aplicada, tiraria a competitividade do modelo.
“Não vou mexer com a Zona Franca, está na constituição. Agora, se todos os impostos caíssem para zero? Eu não mexi na Zona Franca de Manaus. [...] Eu não economizei 25 bilhões, eu simplifiquei. Quer dizer agora que o Brasil não pode ficar mais eficiente? [...] Então quer dizer que eu tenho que deixar o Brasil bem ferrado, bem desarrumado, porque, senão, não tem vantagens para Manaus?”, disse o ministro.
As declarações geraram duas críticas de representantes da bancada amazonense. “Quem não conhece nossa região não sabe o valor agregado que temos. A Amazônia é importante para todo o mundo. O governo Dilma prorrogou a Zona Franca por 50 anos, nunca nos deu um golpe de misericórdia que estão nos dando agora”, criticou Omar, à época.