Até a conclusão da nova inspeção, fábrica e indústrias do entorno seguem sem autorização para retomar as atividades; 211 pessoas já foram atendidas na rede estadual de saúde
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) fará uma nova avaliação técnica para decidir sobre a retomada das atividades na fábrica onde ocorreu o vazamento de estireno e nas indústrias do entorno, no Distrito Industrial, zona Sul de Manaus. Em nota divulgada nesta sexta-feira (17), o Governo do Amazonas informou que, até a conclusão da análise, a corporação segue atuando no resfriamento do tanque e na contenção da emissão do produto químico.
Após o prazo de 24h dado na última quinta-feira, o CBMAM fará uma nova avaliação para verificar se já é possível a liberação do retorno do funcionamento da fábrica onde o fato ocorreu e das indústrias próximas. Ainda no dia do acidente, o Corpo de Bombeiros controlou o vazamento do produto e, com apoio da Polícia Militar, isolou o local em um perímetro de 300 metros.
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
Por se tratar de um gás com uma densidade maior que a do ar, a dissipação do composto possui um tempo diferente da de outras fumaças. Ainda assim, o CBMAM, Defesa Civil e órgãos estaduais de Saúde reforçam que o risco para a saúde da população é baixo, mas que apenas após nova análise dos órgãos competentes será possível definir sobre a liberação de circulação de pessoas no entorno.
Após a finalização da fase de resfriamento do tanque, os órgãos estaduais vão realizar as análises periciais para, então, estabelecer eventuais responsabilidades.
Durante reunião do Comitê, composto por órgãos estaduais e montado para acompanhar a situação, representantes da empresa apresentaram as medidas e protocolos de segurança e resolução da questão que têm sido implementados e acompanhados pelo CBMAM e Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).
(Foto: Junio Matos/A CRÍTICA)
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), de forma imediata após o início da ocorrência, acionou o Centro de Integrado de Comando e Controle (CICC), coordenando e monitorando os chamados realizados via 190 e 193, além de mobilizar os órgãos do Sistema de Segurança e acompanhar os atendimentos realizados pela rede estadual de saúde. No dia do sinistro, foram empregados no atendimento da ocorrência cerca de dez viaturas, quatro canhões de água e 35 homens. Brigadistas da empresa afetada também atuaram.
Como medida preventiva, a Defesa Civil também orienta que a população permaneça em local aberto e bem ventilado, mantenha portas e janelas abertas para favorecer a circulação do ar e desligue aparelhos que captem ar do ambiente externo, como ar-condicionado e sistemas de ventilação.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) realizou, nesta sexta feira, até às 12h, 23 atendimentos em unidades da rede estadual de saúde, com sintomas ocasionados possivelmente pelo contato com o gás. Desde o dia da ocorrência, a SES-AM realizou 211 atendimentos na rede estadual relacionados a exposição ao composto químico. Desses, apenas um paciente ainda está internado, na UTI, mas em recuperação e com risco baixo de morte.
A SES-AM recomenda que pessoas expostas ao produto, caso apresentem sintomas como irritação nos olhos ou na pele, tontura, dor de cabeça, náusea, sonolência, confusão, dificuldade para respirar ou perda de consciência, procurem imediatamente a unidade de saúde mais próxima ou acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192).