Paralisação acompanha movimento grevista nacional por melhoras trabalhistas e reajustes nos preços dos combustíveis. Eles prometem ficar parados pelas próximas 72h
(Foto: Márcio Silva)
Cerca de 400 petroleiros paralisaram atividades nesta quarta-feira (30) na refinaria de Manaus, a Refinaria Isaac Sabbá (Remam), e no terminal da Petrobras no município de Coari, no interior do Estado, a 363 quilômetros da capital, acompanhando movimento grevista nacional por melhoras trabalhistas e reajustes nos preços dos combustíveis.
A informação foi confirmada pelo coordenador geral do Sindipetro Amazonas, Aácio Viana Carneiro. Segundo ele, participam da greve no Estado cerca 400 trabalhadores concursados e também petroleiros da Transpetro, a processadora de gás natural da Petrobras. Segundo Viana, no terminal de Coari 100% dos servidores estão paralisados. Os petroleiros prometem ficar de braços cruzados pelas próximas 72h.
Entre as reivindicações da categoria estão a redução nos preços do gás de cozinha e combustíveis, a manutenção dos empregos dos petroleiros, a retomada da produção nas refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e a um “desmonte” Petrobras e pela demissão do presidente da empresa, Pedro Parente.
De acordo com Acácio Viana, a paralisação dos petroleiros na refinaria de Manaus não afeta a produção diária no local. “Lá estão trabalhando atualmente gerentes, diretores e equipes de contingência, ou seja, não afeta a produção”, disse. “Na nossa greve, os petroleiros estão paralisando as atividades em seu respectivo turno, às 7h, 15h ou 23 horas. Tem companheiros que estão reunidos aqui na refinaria para conversar e debater e depois vão para casa. E amanhã retornam no horário do seu turno”.
Conforme Acácio, pelas próximas 72 horas os trabalhadores vão continuar paralisados e pretendem fazer hoje, às 18h, uma avaliação da greve local e nacional. “Discordamos da decisão da AGU de julgar a greve abusiva antes mesmo dela começar. Eles tentam politizar a nossa greve. A nossa greve é pelo país e pela redução no preço do gás de cozinha e dos combustíveis”.
Petrobras
Em nota, a Petrobras relembrou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) havia emitido na noite de ontem (29) uma liminar declarando a abusividade da greve. “O pedido foi feito pela Petrobras e pela Advocacia-Geral da União, considerando o contexto nacional e a necessidade de retomada do abastecimento de combustíveis o mais breve possível”, disse a concessionária. A empresa reforçou o esquema de trabalho de contingência e que a paralisação não causa impacto na produção.