De acordo com a Erlonav, dona do barco Anna Karoline II, caberá aos locatórios responder pelas irregularidades detectadas, conforme previsto em contrato
(Foto: Junio Matos )
A Empresa de Navegação Erlon Rocha (Erlonav), proprietária da embarcação Anna Karoline II, flagrada em evidente superlotação na manhã deste domingo, afirmou que a mesma estava alugada.
De acordo com nota enviada no início da tarde, o contrato firmado entre a empresa e o locatário estava registrado em cartório e, pelos termos, caberá a quem alugou responder civil e criminalmente "por quaisquer incidentes que envolvam seus passageiros, bem como também responde por quaisquer medidas aplicadas por órgãos fiscalizadores no período da vigência do contrato". A empresa afirmou ainda que, durante a pandemia, em todas as suas embarcações, respeitou as normas de saúde vigentes.
O nome do locatário não foi revelado pela empresa. A embarcação tem capacidade para 900 e a fiscalização da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) constatou que havia cerca de 800 pessoas no barco - sendo que a lotação máxima permitida pelo decreto vigente do Governo Estadual é de 50% da capacidade.
As apurações da fiscalização feita antes do embarque apontaram que a viagem seguiria para praias próximas a Manaus. Enquanto a reportagem esteve no local, foi possível constatar diversas pessoas sem máscara, tanto na embarcação quanto na área de espera para o embarque, o que contraria as normais mais básicas de prevenção ao coronavírus. Algumas pessoas chegaram a ofender a equipe de reportagem com gestos e também com palavras de baixo calão.