Segunda edição do “Corações Fortes” acontece neste sábado (13) e busca fortalecer a rede de apoio a pais e crianças cardiopatas
Lucilene e a família juntos do cardiologista Antônio Carlos. (Foto: Reprodução)
O anfiteatro do Parque Cidade da Criança, localizado no bairro Aleixo, zona Centro-Sul de Manaus, recebe neste sábado (13), a partir das 9h, a segunda edição do evento “Corações Fortes”, iniciativa organizada por mães e pais de crianças com cardiopatia congênita, condição caracterizada por alterações na estrutura ou no funcionamento do coração que se desenvolvem ainda durante a gestação.
A autônoma Lucilene Pereira, idealizadora do projeto, é mãe de Luiza Pereira, de 7 anos, que nasceu com cardiopatia congênita e passou por três cirurgias cardíacas, realizadas em 2019, 2021 e 2023. Segundo Lucilene, o evento surgiu a partir da própria experiência e da necessidade de oferecer apoio a outras famílias que enfrentam a mesma realidade.
"O desejo do meu coração era esse: está cada vez mais próximo das mães. Só quem viveu essa realidade de hospital sabe o que é a falta de um acolhimento, a falta do feedback de uma outra mãezinha que já passou pelas cirurgias. Quando eu descobri a cardiopatia da minha filha, ela estava na barriga e eu nao tive uma rede de apoio. Eu não sabia o que era a cardiopatia, foi tudo muito novo", detalhou Lucilene.
A programação será voltada à conscientização sobre a cardiopatia congênita e ao fortalecimento da rede de apoio entre as famílias. A expectativa é reunir cerca de 62 participantes, além de profissionais da área da saúde, entre eles cardiologistas. “Vamos ter às 9h a abertura do evento. E em seguida vamos ter a falar do doutor Antônio Carlos falando sobre a importância da conscientização da cardiopatia congênita. A cada 100 bebês, um nasce cardiopata”, detalhou Pereira.
Ela também destacou a importância do acolhimento às mães que acompanham os filhos durante o tratamento.. “Até mesmo dentro do hospital é necessário ter essa rede de apoio. Uma mãezinha para ver outra mãe que já passou por isso e pode dá uma palavra de suporte. Não é fácil. Eu acompanho muito as mãeszinhas. Eu entendo como é difícil deixar um filho na porta do centro cirúrgico para operar, voltar para casa e aguardar que ninguém ligue. A realidade fora (do hospital) é outra”, destacou.
O Dia Mundial de Conscientização da Cardiopatia Congênita é celebrado em 12 de junho. De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 30 mil bebês nascem anualmente com algum tipo de cardiopatia congênita no Brasil. Desse total, aproximadamente 40% necessitam de intervenção cirúrgica ainda no primeiro ano de vida. A incidência da doença é de cerca de um caso para cada 100 nascimentos.