Monitoramento aponta concentração de partículas acima dos níveis considerados bons em bairros da capital; queimadas na Região Metropolitana contribuem para a fumaça.
(Foto: Daniel Brandão/A CRÍTICA)
A qualidade do ar em Manaus atinge índices considerados “muito ruins” e “péssimos” nesta segunda-feira (12). A capital amazonense está encoberta por fumaça desde as primeiras horas do dia. Conforme o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), a região da zona Leste da cidade, precisamente no entorno do bairro Armando Mendes, registrou concentração de 218,1 µg/m³ de partículas PM2.5. O patamar considerado “bom” fica em cerca de 25 µg/m³ de PM2.5.
Além do bairro Armando Mendes, os bairros São Lázaro, Coroado, Chapada e Cachoeirinha registraram a qualidade do ar em índices classificados como “péssimos”, com números que alcançam 158,3 µg/m³ de partículas PM2.5. Já os bairros Compensa, Aparecida, Nossa Senhora das Graças e Parque Dez de Novembro, conforme o Selva, apresentam índices “muito ruins” de qualidade do ar, com taxas que alcançam até 113,5 µg/m³ de partículas PM2.5.
Diversos pontos da capital amazonense atingiram níveis da qualidade do ar considerados péssimos. Fonte: AppSelva
Boa parte da fumaça que encobre Manaus é oriunda da Região Metropolitana (RMM). Conforme mostra o Painel do Fogo, do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), o incêndio no município de Iranduba (distante 27 quilômetros em linha reta da capital), próximo ao distrito de Cacau Pirêra, permanece ativo há 12 dias, com uma área impactada de 1.402,23 hectares (ha), o que equivale a 1.400 campos de futebol.
O painel mostra ainda uma área de mata na região de Manaquiri (distante 54 quilômetros em linha reta) que queima há um mês, com os primeiros focos de incêndio registrados no dia 11 de setembro. O fogo já consumiu 11.881,30 ha, o que equivale a 10% da área urbana do Rio de Janeiro (RJ). Uma área de mata próxima a Itacoatiara (distante 176 quilômetros em linha reta da capital), cujo fogo já alcança a região de Silves, queima há 20 dias e consumiu 1.375,63 ha, ou 1.375 campos de futebol.