A decisão foi anunciada após o presidente da categoria consultar os trabalhadores que continuavam nas garagens das empresas
(Foto: Felipe Gramajo)
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM) informou que 70% da frota de ônibus vai continuar paralisada neste sábado (2). A decisão foi anunciada na noite desta sexta-feira (1°) após o presidente da categoria, Givancir Oliveira, consultar os trabalhadores que continuavam nas garagens das empresas aguardando o sindicalista retornar de uma reunião no Ministério Público do Trabalho (MPT) que terminou sem acordo.
Segundo a assessoria de imprensa da entidade sindical, a proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) foi apresentada para a categoria que optou por continuar negociando, mas em greve.
Ainda na noite de hoje, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) ingressou na Justiça com uma Ação Civil Pública requerendo liminar de tutela antecipada de urgência pedindo para que os motoristas das empresas de ônibus de Manaus sejam multados em R$ 1 mil por hora de paralisação, caso no mínimo 75% da frota do transporte coletivo da capital não volte a circular imediatamente.
Reunião no MPT
Mais cedo, durante reunião na sede do MPT, o sindicalista chegou a se reunir com representantes do Sinetram, da Prefeitura e do Ministério, mas, segundo ele, nada foi resolvido.
Conforme a ata de reunião, tanto os rodoviários quanto os empresários, acordaram no sentido de reajuste salarial de 5,19%, sendo 3,5% referente ao dissídio de 2017/2018 e 1,69% relativo ao de 2018/2019.
Ainda segundo a ata, quando o assunto da reunião passou a ser compensação de horas extras e feriados por acordo coletivo; abono das faltas dos grevistas, desistência do Sinetram no processo de dissídio/greve; não houve acordo, o que levou ao procurador do MPT, Jorcinei Dourado do Nascimento, determinar o término da reunião.
No documento o Sinetram sinaliza que só voltará a fazer negociações com a classe trabalhadora a partir do momento que cessar a paralisação dos ônibus.
Ainda após a reunião, o assessor jurídico do Sinetram, Fernando Borges, afirmou que não é possível chegar a um acordo com o sindicato dos rodoviários uma vez que as “demandas são absurdas”. “O que eles pedem foge totalmente da realidade. E não vamos negociar sob pressão, com a cidade como refém. É uma demanda descabida a deles”, declarou Borges.