William Douglas fez duras críticas a decisão do Tribunal que tipificou a homofobia como crime de racismo. Ele é um dos palestrantes da 5ª Conferência da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, que acontece no Centro de Convenções Canaã
(Foto: Euzivaldo Queiroz)
Cotado para ser o primeiro ministro cristão do Supremo Tribunal Federal (STF), o juiz William Douglas, criticou a decisão de junho deste ano do tribunal superior que incluiu a homofobia como crime de racismo. A afirmação foi dada durante a 5ª Conferência da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, realizada neste sábado (19) em Manaus com o tema “O Novo Brasil na Perspectiva Cristã".
"O nosso Supremo rasgou a nossa constituição, pois ele não pode legislar. Estamos vivendo tempos de abuso, pois isto está escrito em qualquer livro de direito constitucional", disse o juiz que ainda destacou que o Supremo conta com 11 homens escolhido por "um único homem", se referindo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o evento William ainda criticou a postura de evangélicos que promovem discursos de ódio contra outras religiões.
"O artigo 18 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, afirma que todos os brasileiros tem o direito de ter uma religião e nós, cristãos, não podemos apedrejar terreiros de umbanda achando que estamos derrubando ídolos, pois, senão no outro dia será nossa igreja. Precisamos respeitar a todos", afirmou o juiz.