Movimentos sindicais, estudantis e a população se reuniram no Centro Histórico por melhorias na jornada de trabalho
Movimentos sindicais, estudantis e a população se reuniram no Centro Histórico (Foto: Paulo Bindá)
Assim como outras cidades do Brasil, Manaus também registrou, nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalhador, uma manifestação pelo fim da escala 6x1. Movimentos sindicais, estudantes e trabalhadores reivindicaram a redução da jornada de trabalho. A manifestação teunih cerca de 100 pessoas.
A coordenadora administrativa do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), Elma Sampaio, destacou que a proposta de reduzir a jornada é histórica e precisa ser aprovada no Congresso Nacional.
“Nós estamos aqui buscando que a escala 6x1 seja derrubada. Nos países que essa escala não existe, os trabalhadores trabalham com mais satisfação e têm mais dignidade. Eles podem ter lazer, fazer cultura, arte e estamos buscando isso”.
A estudante Glenda Silva, 18, afirmou que aprovar o fim da escala é uma forma de dar descanso adequado aos trabalhadores, além de direito ao lazer.
“O trabalhador vai poder se dedicar mais à sua família, sem um trabalho que explora. Isso tudo pra que o trabalhador tenha uma vida digna e possa descansar”.
O servidor público, Lorenzo Gondim, também destacou que os trabalhadores precisam de mais de um dia de descanso na semana.
“Muitas vezes esses trabalhadores precisam de um tempo para o lazer, para a saúde, para os estudos. Da forma que está, muitas vezes o trabalhador passa só um dia com a família. Atualmente a tecnologia mudou, a grande produtividade ta cada vez maior. Então o trabalhador não precisa mais trabalhar nessa escala Fordista”, disse o servidor.
A estudante Mariane Oliveira criticou o atual modelo de jornada e disse que a mudança é necessária para o bem-estar dos trabalhadores.
“As vezes trabalha 44h semanais, pega ônibus, não sobra tempo para se cuidar na parte da noite. Até quem não concorda com a nossa luta pode se beneficiar com essa aprovação, porque todos têm direito a uma vida digna”, afirmou a jovem.