Posição

Moradores cobram plano de evacuação após vazamento de estireno

Condomínio Eliza Miranda, no entorno da fábrica, afirma não ter recebido orientações específicas sobre procedimentos em caso de agravamento da ocorrência e pede informações sobre riscos à população

Lucas Vasconcelos
19/07/2026 às 16:40.
Atualizado em 19/07/2026 às 16:41

O Residencial Eliza Miranda fica perto da área onde houve o vazamento de gás (Junio Matos/AC)

Moradores do Condomínio Eliza Miranda, localizado nas proximidades da fábrica onde ocorreu o vazamento de estireno no Distrito Industrial de Manaus, afirmam que não receberam orientações específicas sobre como agir em caso de agravamento da ocorrência. Eles também cobram informações técnicas sobre os possíveis impactos do composto químico para quem vive na região e questionam se existe um plano de evacuação para a área.

Para a reportagem de A CRÍTICA, o morador Luís Godoy afirmou que os comunicados divulgados desde o início da ocorrência foram direcionados, principalmente, às empresas instaladas no Distrito Industrial, sem abordar a situação dos moradores do entorno.

“Em nenhum momento foi dito para nós, do Eliza Miranda, como lidar com a situação. Os comunicados sempre foram genéricos”, afirmou.

Segundo ele, uma das principais preocupações é a falta de informações sobre quais procedimentos deveriam ser adotados caso o vazamento se agravasse.

“Falou-se muito sobre as empresas, mas em nenhum momento sobre as milhares de pessoas que vivem no Eliza Miranda. Se acontecer alguma coisa, qual é o plano de evacuação? Só existe uma via de saída do condomínio”, disse.

Dúvidas

O morador também relatou que muitos residentes ainda têm dúvidas sobre os possíveis efeitos do estireno para quem mora próximo ao local do acidente, principalmente crianças, idosos e pessoas com animais de estimação. “Eu vou chegar hoje em Manaus e não sei efetivamente se é seguro voltar para minha casa”, afirmou.

Em nota divulgada no último sábado (18), o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que as equipes seguem atuando para conter o vazamento, realizando o resfriamento do tanque e a sucção interna do estireno. Segundo o órgão, o monitoramento contínuo da qualidade do ar indica que os níveis do composto encontrados atualmente não representam risco à saúde pública.

A reportagem solicitou posicionamento da Defesa Civil do Amazonas para esclarecer se moradores dos condomínios localizados no entorno da área afetada receberam orientações específicas, se existe um plano de evacuação para a região e quais protocolos estão previstos em caso de agravamento da ocorrência, e até a publicação desta matéria aguarda o retorno do órgão.

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