ESTIRENO

"O gás liberado não é letal", diz chefe de biossegurança do Corpo de Bombeiros do Amazonas

A corporação também descartou o risco de explosão na petroquímica Innova, local onde ocorreu o vazamento de estireno na tarde desta quarta-feira (15)

Amariles Gama e Lucas Motta
online@acritica.com
15/07/2026 às 21:04.
Atualizado em 15/07/2026 às 22:23

Tenente Raquel de Souza Praia, chefe do Setor de Biossegurança e Produtos Perigosos do CBMAM (Foto: Reprodução/TV A Crítica)

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que o vazamento de estireno registrado na tarde desta quarta-feira (15), em uma fábrica localizada no Distrito Industrial, na zona Sul de Manaus, está controlado. A corporação também descartou o risco de explosão no local.

No local da ocorrência, a chefe do Setor de Biossegurança e Produtos Perigosos do CBMAM, tenente Raquel de Souza Praia, explicou, em entrevista ao repórter Lucas Motta, da TV A Crítica, que, "apesar do forte odor percebido em diferentes bairros da capital, o produto liberado não é considerado letal".

Segundo a oficial, pessoas mais sensíveis, como crianças, idosos, alérgicos e indivíduos com doenças respiratórias, podem apresentar algum desconforto e, nesses casos, a orientação é procurar uma unidade de saúde.

"É uma ocorrência controlada. Apesar de ser um gás que está no ambiente, ele não é letal e não pode causar grandes danos. Quem sentir algum mal-estar fora do normal deve procurar um posto de saúde mais próximo", orientou a tenente.

A oficial explicou ainda que o vazamento ocorreu por meio da válvula de segurança de um dos tanques da empresa. Segundo ela, o dispositivo foi acionado automaticamente para aliviar a pressão interna do equipamento e evitar um acidente de maiores proporções.

"O vazamento foi pela válvula de segurança. A empresa aplicou os protocolos previstos, e o Corpo de Bombeiros está no local fazendo a salvaguarda da área e da população do entorno", afirmou.

De acordo com a tenente, o estireno armazenado passa agora por um processo de resfriamento para retornar às condições normais de armazenamento. Como o volume do produto na planta industrial é elevado, a estabilização completa do sistema deve levar algum tempo.

"O produto estava em estado líquido e, com o aquecimento, expandiu. A válvula de segurança entrou em funcionamento justamente para evitar uma explosão. Agora ele está sendo resfriado, mas isso não acontece de forma imediata devido à grande quantidade armazenada", explicou.

O CBMAM informou ainda que mantém equipes de combate a incêndio e de resgate mobilizadas na fábrica para monitorar a ocorrência e atuar em caso de necessidade. Até a publicação desta matéria, não havia registro de feridos ou vítimas em decorrência do vazamento, segundo a corporação.

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