Sindicato condiciona suspensão do serviço ao pagamento dos salários e afirma que empresas informaram não ter recursos para quitar a folha de pagamento
(Foto: Junio Matos/Arquivo AC)
O Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM) anunciou a paralisação de 70% da frota na quinta-feira (6), caso o pagamento dos funcionários não seja realizado.
A decisão de “cruzar os braços” foi anunciada na manhã desta quarta-feira pelo presidente do sindicato, Givancir Oliveira. Ele explicou que foi informado, em uma reunião com empresários, de que não havia dinheiro em caixa para realizar o depósito dos salários.
Givancir Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM)
O líder da classe trabalhadora informou que as empresas precisam realizar o depósito em conta ainda nesta quarta-feira. Caso não seja feito, 70% da frota do transporte público será paralisada, segundo o presidente, a partir das 4h desta quinta-feira.
A equipe de A CRÍTICA entrou em contato com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), que representa a classe empregadora, e aguarda resposta.
A ameaça de paralisação ocorre duas semanas depois da mais recente crise envolvendo a falta de repasse de subsídio do poder público para o Sinetram. No dia 22 do último mês, os trabalhadores rodoviários encerraram a mais recente greve após o depósito de R$ 18 milhões enviados pelo Governo do Amazonas.
Segundo o Sinetram, até aquela data foram seis meses sem o pagamento do subsídio que custeia o passe livre para os estudantes da rede estadual de educação. Ainda no dia 22, o presidente do STTRM já havia alertado que novas greves poderiam ocorrer se o pagamento voltasse a atrasar.