Em greve há sete dias, a categoria cobra aumento e a abertura de uma CPI para investigar a planilha de custos das empresas de ônibus
(Foto: Junio Matos)
Em greve há sete dias, rodoviários manifestaram na manhã desta segunda-feira (4) em frente à Câmara Municipal de Manaus (CMM) cobrando o reajuste salarial da categoria e abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a planilha de custos das empresas de ônibus.
A categoria buscava ocupar a galeria e o plenário da CMM, porém foi impedida por decisão da mesa diretora da Casa Legislativa, que está sob protocolo de segurança.
O motorista da empresa Açaí, Roberto Feitosa, 30 anos, disse que a categoria só busca o reajuste salarial que há dois anos não é concedido. “É inviável esse 1% de aumento que está sendo proposta. Só queremos o reajuste de 6% para acabar essa falta de vergonha dos Rodoviários com os empresários e consequentemente com o funcionário”, disse.
Motoristas e cobradores de todas as empresas de ônibus participaram do ato com apoio do Sindicato dos Trabalhadores de Transporte Rodoviário de Manaus (STTRM) e da Central Única dos Trabalhadores.
Ocupando um carro de som, o vereador Jaildo dos Rodoviários, afirmou que vereadores irão propor a abertura da CPI da tarifa para apurar os lucros das empresas de transporte. “Queremos saber quem está falando a verdade: a prefeitura ou os empresários. Não podemos mais aceitar esses absurdos. É muita opressão. Faço um apelo à Justiça que os tribunais olhem para os trabalhadores”, disse.
Acesso impedido
De acordo com o presidente da CMM, Wilker Barreto (PHS), a CMM está sob protocolo de segurança para resguardar a integridade dos parlamentares e funcionários. Entretanto, vereadores não apresentam consenso em relação à entrada dos rodoviários no plenário da Casa Legislativa.
Durante pronunciamento, o presidente da Comissão de Transportes da Câmara Municipal, vereador Rosivaldo Cordovil (Pode), informou que após a sessão a comissão irá se reunir com cinco representantes da categoria para debater a pauta de reivindicações da categoria.