Junior Rodrigues contou que a própria mãe foi a primeira influência na música durante infância vivida no bairro Presidente Vargas. São mais de três décadas de samba e amor por Manaus
Sambista teve uma composição gravada pela Alcione, a Marrom, no álbum Acesa de 2009 (Foto: Paulo Bindá/ACrítica)
Idade: 53 anos
Profissão: Cantor e compositor
Vive em Manaus desde: que nasceu em 1969
Bairro onde mora: Parque Dez de Novembro
Bairro onde trabalha: Nossa Senhora das Graças
Local preferido em Manaus: Bares como o Caldeira e o Jangadeiro.
No ano de 2014, o sambista Junior Rodrigues, 53 anos, saiu de Manaus (AM) para morar na cidade do Rio de Janeiro (RJ) onde permaneceu somente por um ano. Em entrevista para este especial do Aniversário de Manaus, ele confessou que o comportamento acolhedor dos manauaras torna a “Paris dos Trópicos” um lugar especial.
Além do acolhimento, segundo o sambista, as opções de bares e diversão com baixo custo também é um ponto forte para Manaus em comparação com outras cidades. “Aqui você se diverte mais barato. Você tem opções de diversões mais baratas em qualquer boteco, tocando aquele sonzinho a gente já se diverte”, detalhou Rodrigues.
O sambista completa, neste ano, 35 anos de carreira na música, com 350 composições, cinco álbuns, oito singles e um DVD gravado no Teatro Amazonas no ano de 2009, mas lançado dois anos depois em uma parceria com a TV A Crítica.
Ainda é lembrado pela passagem no grupo Ases do Pagode, de onde saiu em meados 2002 para seguir carreira solo. Nasceu no beco do Macêdo, localizado na bairro Nossa Senhora das Graças, mas se criou no Presidente Vargas, conhecido como “Matinha”.
Manaus é muito acolhedora. Você conhece uma pessoa e na mesma hora se torna íntimo. O povo te acolhe mais. É mais solidário, declarou Junior Rodrigues
Junior tem no currículo a composição “A Casa da Mãe da Gente”, gravada e eternizada na voz de Alcione, a “Marrom”, no ano de 2009 para o álbum Acesa. A letra é uma homenagem para a própria mãe, a aposentada Maria de Lurdes, 83 anos, que ainda mora na Matinha.
De mãe para filho
Segundo o sambista, a mãe é responsável por apresentá-lo aos primeiros acordes no violão e os futuros artistas do bairro entregavam nas mãos de Lurdes a responsabilidade de afinar o instrumento de corda.
Inspirações
No samba, Junior tem por referência grandes intérpretes da cultura brasileira.
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Dos tempos da Matinha, o sambista lembra justamente o acolhimento dos vizinhos que torna Manaus um lugar diferente dos demais. "É aquela coisa, né? Você sai da Matinha, mas a Matinha não sai de você (risos). Eu moro em condomínio e é estranho, por exemplo, entrar no elevador e ninguém te dá 'Bom dia', aquela coisa fria de condomínio. Você não conversa com o vizinho. A mamãe ainda mora na Matinha e toda semana estou lá. Para não esquecer as raízes", declarou.