Trabalhadores paralisaram atividades durante a madrugada após rejeição de acordo com representante patronal
Ônibus do transporte especial paralisados na avenida Autaz Mirim, no bairro Armando Mendes (Foto: Paulo Bindá/A CRÍTICA)
O Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros por Fretamento, Turismo, Rodoviários Intermunicipal, Interestadual e Internacional do Estado do Amazonas (Sifretam) informou que marcou uma reunião para as 11h desta quinta-feira (20) para tentar um novo acordo com os trabalhadores do transporte especial, que paralisaram suas atividades durante a madrugada, afetando a ida para empresas do Distrito Industrial.
Segundo a entidade, a última tentativa de negociação com o Sindespecial, que representa os trabalhadores da categoria, ocorreu nessa quarta-feira (19) com apresentação de propostas de reajuste salarial e de benefícios. Após não chegarem a um acordo, o Sindespecial optou pela deflagração da greve.
Ônibus do transporte especial paralisados na avenida Autaz Mirim, no bairro Armando Mendes
O sindicato patronal afirma que a greve iniciou sem que “tenha havido comunicação prévia ao setor patronal ou observância do prazo mínimo de antecedência exigido pela legislação para a deflagração de greve em atividade essencial”. Uma nova tentativa de acordo deve acontecer durante a reunião marcada para o fim desta manhã.
A reportagem procurou a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) para verificar o impacto da greve nas atividades das empresas do Distrito Industrial. Segundo o presidente Antonio Silva, a federação está tomando as providências necessárias para por fim à greve, que também não teria tido adesão completa.
“[Estamos] todos preocupados com essa tentativa de paralisação. Conforme eu disse, não houve adesão, foi uma forma de pressão dos sindicalistas, e de forma que não é republicana. Estamos tomando todas as providências e o próprio vice-governador Serafim Corrêa entrou em contato com o sindicato patronal para que haja uma possibilidade de conversação para por fim a essa demanda”, disse.
Trabalhadores caminhando na avenida dos Oitis após a paralisação dos ônibus do transporte especial
A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) também foi procurada para aferir quanto a greve afetou o trabalho nas empresas sediadas no Polo Industrial de Manaus (PIM), mas ainda não houve retorno.