Em entrevista a A Crítica, a promotora de Justiça, Fabi Diniz de Queiroz Pilate, declarou que ao tomar posse o MPE-AM reflete a pluralidade do povo brasileiro
Fabi Diniz de Queiroz Pilate (Foto: Daniel Brandão/AC)
A cerimônia de posse dos cinco novos promotores de Justiça, realizada na noite desta sexta-feira (31), entrou para a história com a posse de Fabi Diniz de Queiroz Pilate, reconhecida como a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no Brasil.
Durante seu discurso, a procuradora-geral de Justiça do Amazonas, Leda Mara Nascimento Albuquerque ressaltou que, em um país onde a população trans ainda enfrenta diariamente a exclusão e a violência, a presença de Fabi representa uma mensagem de esperança e demonstra que o conhecimento e a perseverança podem superar o preconceito. A procuradora-geral afirmou, ainda, que sua trajetória reafirma o compromisso do Ministério Público com a inclusão e a defesa da dignidade humana.
Após a solenidade de posse, em entrevista a A Crítica, Fabi afirmou que a conquista vai além de sua trajetória pessoal.
Ao falar sobre os desafios enfrentados até chegar ao cargo, a promotora destacou que eles são constantes para pessoas trans.
Representando os novos promotores, Gabriela Alves Ferreira Vilaça fez um discurso marcado por agradecimentos à família, à fé e pela defesa do compromisso constitucional assumido pelos membros do Ministério Público. A nova promotora também destacou os desafios de atuar no Amazonas, estado marcado pelas grandes distâncias geográficas, e afirmou que cabe ao Ministério Público fazer com que a proteção do Estado alcance todos os cidadãos.
Gabriela disse ainda que os novos membros chegam à instituição conscientes da responsabilidade assumida e defendeu que a atuação ministerial seja guiada por três princípios: coragem, sabedoria e lealdade à Constituição, ao Ministério Público e à sociedade amazonense.