O crescimento do eleitorado estadual é de 6% — ou 154.343 mil novos eleitores em relação às eleições do ano de 2022
(Foto: Agência Senado)
A sociedade amazonense já sabe quantos eleitores estão aptos a votar nas eleições deste ano. São 2.802.090 de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O crescimento do eleitorado estadual é de 6% — ou 154.343 mil novos eleitores em relação às eleições do ano de 2022, com a capital concentrado 53% desse total.
A partir de agora um outro trabalho prossegue, o que se refere a as ações responsáveis de informações que orientem o eleitorado quanto aos seus direitos e deveres. Há por parte dos eleitores a responsabilidade de zelar por seus títulos e o destino de seus votos. Nesse processo, interesses pequenos e de grande porte estão em disputa.
A representação de deputados e senadores no Congresso Nacional é uma das grandes questões. Dependerá da qualidade de desempenho e do nível do compromisso assumido pelos eleitos para que o Estado possa se ver de fato representando e defendido, propositor e ativo. Igualmente, em nível do governo estadual e dos deputados estaduais, o voto responsável pode significar que os eleitos tenham entre os interesses gerais no jogo político alguns que estejam vinculados ao dever de suas funções.
As divergências das ideias, a disputa dos grupos políticos, a pressão de diferentes segmentos sobre os poderes executivo e legislativo são parte da Política, não podem se tornar maior que a tarefa constitucional dos eleitos para governar e legislar. É um eleitorado atento, conhecedor das competências desses poderes e das deficiências vigentes no Estado que poderá agir e assegurar representação mais qualificada, sensível às causas estaduais e disposta a lutar por elas.
No Amazonas, problemas sérios têm sido acumulados ao longo do tempo, com períodos de letargia e retrocessos. Superá-los exige, por parte dos eleitores, conhecer esses problemas e ter vontade de superá-los. Estas eleições irão lidar de maneira mais potente com os avanços tecnológicos que, se representam oportunidades por um lado, por outro, são usados na produção da desinformação, da não notícia, da tentativa de desqualificar as instituições do País e conquistas como a urna eletrônica.
As inteligências artificiais, nesse contexto, representam outro desafio do ponto de vista dos modos de uso e da regulação. Toda essa engrenagem relativamente nova para a sociedade pede fiscalização permanente e ampla a fim de que as eleições se façam livres, responsáveis e transparentes.