Adjuto reassume o comando, mas o maior vencedor foi o governador Roberto Cidade (União), que deixou a presidência há pouco mais de três meses sem permitir uma disputa pela própria sucessão.
(Foto: Daniel Brandão)
A eleição de Adjuto Afonso (União) para a presidência da Assembleia mostrou, na prática, que os deputados preferiram não testar forças nem criar divisões internas no momento mais agudo da pré-campanha eleitoral. Apesar de manifestações críticas ao pleito, ao final, apostaram na previsibilidade. Adjuto reassume o comando, mas o maior vencedor foi o governador Roberto Cidade (União), que deixou a presidência há pouco mais de três meses sem permitir uma disputa pela própria sucessão.
Feminicídio - O Ministério Público do Amazonas decidiu investir na ponta do atendimento às vítimas de violência. Em setembro, policiais militares, civis, guardas municipais e outros agentes de segurança participarão de uma capacitação nacional voltada ao combate ao feminicídio.
Acolhimento - Para o MP, a forma como a vítima é recebida nas primeiras horas pode definir o sucesso de toda a rede de proteção.
Revitimização - A capacitação não tratará apenas de legislação. O foco será evitar que mulheres em situação de violência sofram uma segunda agressão ao procurar ajuda. Escuta qualificada, atendimento sem revitimização, avaliação de risco e aplicação de medidas protetivas estarão no centro do treinamento, que deve reunir ao menos cem agentes de segurança em Manaus.
Retomada - Por falar nesse tema, o Ministério Público Federal cobrou a retomada das obras da Casa da Mulher Brasileira, em Manaus. Sejusc e Caixa Econômica terão dez dias para apresentar um cronograma detalhado, e o reinício dos serviços deverá ocorrer em até 45 dias.
Pressão - A cobrança do MPF expõe o ritmo de uma obra que caminha a passos de tartaruga, projetada para concentrar acolhimento, proteção e atendimento a mulheres vítimas de violência. Agora, Estado e Caixa terão de explicar como e quando a obra sairá do papel.
Mutirão - A Defensoria Pública leva, nesta sexta-feira (17), uma ação de regularização fundiária às comunidades São João do Tupé, Central e Tatulândia, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé. Serão distribuídas 120 senhas, por ordem de chegada, para análise de documentos, orientação jurídica e encaminhamentos sobre imóveis.
Direito - O projeto Mãe Terra mira um problema antigo: famílias tradicionais e indígenas que vivem há anos sem documentação definitiva e sob risco permanente de insegurança jurídica. A ação tenta transformar ocupação histórica em direito reconhecido pelo Estado.
Paradoxo - Moradores de comunidades sem energia elétrica poderão solicitar atendimento do programa ‘Luz para Todos’ pelo celular, via aplicativo. Obviamente, se conseguirem conexão, algo que é mais difícil do que luz no interior do AM.
Intermediação - De acordo com o governo federal, a ferramenta permite registrar o pedido, enviar fotos, informar a localização e acompanhar cada etapa da solicitação. O app também pode ser usado por associações, prefeituras, sindicatos, lideranças comunitárias e CRAS em nome de famílias sem acesso à rede elétrica.