SIM & NÃO

Amazonas mantém índices de violência e pressiona debate eleitoral

Mesmo com queda nos homicídios, Amazonas segue entre os estados mais violentos do país, e segurança pública ganha força no cenário eleitoral de 2026.

André Alves
30/05/2026 às 08:29.
Atualizado em 30/05/2026 às 08:29

(Foto: Junio Matos)

Os números que retratam a violência nos país, divulgados esta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Ipea, recolocaram a segurança pública no centro da disputa eleitoral local. O tema, que já pesa no cotidiano da população, deverá voltar com força à campanha de 2026.

O Atlas da Violência mostra que o Amazonas registrou 1.326 homicídios em 2024 e taxa de 32,2 mortes por 100 mil habitantes, o sexto pior índice do país.

Alerta -  Mesmo com a queda de 15,5% na taxa de homicídios, o Amazonas encerrou 2024 entre os estados mais violentos do Brasil. 

Análise -  Presidente da Comissão de Segurança Pública da ALE-AM, o deputado estadual Dan Câmara (Republicanos) afirma que a redução das mortes não representa, necessariamente, paz. 

Domínio - “Quando uma única facção passa a dominar amplas áreas, há redução dos confrontos entre organizações criminosas, mas isso não significa paz social”, afirmou. 

Ranking - Manaus também segue em zona crítica. A capital registrou taxa estimada de 34,1 homicídios por 100 mil habitantes e apareceu como a sétima mais violenta do Brasil, atrás apenas de Salvador, Maceió, Macapá, Recife, Fortaleza e Porto Velho. 

Apreensão - Antes mesmo de ser efetivado governador, Roberto Cidade (União) já havia colocada uma segurança pública entre as vitrines de gestão. Nos últimos dois meses, anunciou reajuste de 4,14% para mais de 14 mil servidores, promoveu 713 militares e lançou a Operação Segurança Presente. 

Sinal - Além disso, levou mais de 420 agentes aos 61 municípios do interior e encaminhou à Assembleia a criação do Bope. A sequência mostra que, diante dos índices de violência no Amazonas, o tema, de fato, deve pesar na campanha de 2026. 

Bênção fiscal -  A Câmara Federal decidiu ampliar a imunidade tributária de igrejas e entidades religiosas para a compra de bens, equipamentos e serviços, sob o argumento do trabalho social prestado por essas instituições. 

Depois - Coautor da PEC, Fausto Jr. (União) ajudou a empurrar o benefício adiantado. A proposta foi aprovada sem que os critérios de acesso ao benefício sejam definidos. Esse 'detalhe' ficará para uma futura lei complementar. 

Honraria -  O vice-governador Serafim Corrêa (PSB) foi homenageado pela Câmara Internacional da Indústria de Transportes durante a TranspoAmazônia 2026. Ele recebeu medalha designada a personalidades com atuação reconhecida no setor. Serafim aproveitou a oportunidade para destacar a logística como eixo estratégico para o desenvolvimento do Amazonas. 

Barreira 1 - A digitalização dos serviços públicos virou alvo de atuação conjunta do MP e da Defensoria. A operação “Transição Digital 60+” vai apurar se servidores idosos estão sendo prejudicados pela adoção de sistemas sem treinamento adequado. A Semed será a primeira instituição avaliada. 

Barreira 2 - A iniciativa nasceu após relatos de servidores com dificuldades para monitorar mudanças tecnológicas no trabalho. 

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